Pular para o conteúdo principal

Postagens

As crenças limitantes que abraçamos

Cresci ouvindo críticas sobre qualquer atividade, objetivo, sonho que eu me propunha fazer. Desde cozinhar o arroz até a intenção de morar sozinha ou estudar fora, sempre ouvia conselhos desestimulantes ou críticas nada construtivas, lembrando da minha incapacidade de realização - seja do que fosse. E ainda ouço. Levei anos para criar coragem e cozinhar para outras pessoas. E, gente, eu cozinho bem!  Não, este não é um post para falar mal de mãe ou pai. Cada um dá ao mundo aquilo que recebeu e soube transformar ou não. Aos trinta e oito anos, entendo isso com uma clareza! Sinto não ter esta maturidade tão mais cedo. E sou grata aos meus pais por tudo o que puderam fazer por mim. Além de demorar a cozinhar para amigos, demorei a fazer faculdade, não saí de casa até hoje, sempre tive problemas para me relacionar, desenvolvi dois problemas sérios - demorou a entender que eram problemas: compulsão e complexo de inferioridade. Apesar de ter começado a encarar de frente este...

Gratidão e boa noite

Não fomos à final da Copa; fizemos um campeonato mediano para desastroso. E daí? Tu olha pro céu e percebe que hoje é uma linda noite para se estar viva. Gratidão e boa noite. P.S. e amanhã tem final, vou assistir e torcer para a seleção do país que me apresentou ao futebol. Sim, rola uma memória afetiva, mas é assunto para outra postagem.  ❥

Sama | Rumi

Algumas vezes, quando sou apresentada a conteúdos que tocam a minha alma, me pergunto: como lidar com tanta beleza? ♥ E Letícia Sabatella parece ter nascido com a missão de entoar as palavras mais belas e sagradas de nossa existência! ♥♥♥♥♥♥ Viemos girando do nada, espalhando estrelas como pó. As estrelas puseram-se em círculo e nós no centro dançamos com elas. Como a pedra do moinho, em torno de Deus gira a roda do céu. Segura um raio dessa roda e terás a mão decepada. Girando e girando essa roda dissolve todo e qualquer apego. Não estivesse apaixonada, ela mesma gritaria - basta! Até quando há de seguir esse giro? Cada átomo gira desnorteado, mendigos circulam entre as mesas, cães rondam um pedaço de carne, o amante gira em torno do seu próprio coração. Envergonhado ante tanta beleza giro ao redor da minha vergonha. ................................................ Ouve a música do samá. Vem unir-te ao som dos tambores! Aq...

Eu Maior e viver a melhor época para estar aqui - Parte 1

Há quem diga que estamos vivendo 'os piores tempos' da humanidade. Há quem desacredite em nossa evolução. Há quem tenha perdido a fé no homem e na existência de algo maior. Mas, repara à sua volta! Há Renata Quintella , que pergunta a desconhecidos 'O que posso fazer por você agora?' e, por meio de sua sagrada jornada, transforma o dia - e com isso a vida - de outro ser humano. Com o Renascimento do Parto , além de termos a oportunidade de conhecer mais sobre a indústria da cesárea no país, nós, mulheres, podemos retomar nossa essência divina e nos redescobrimos capazes de parir e ser amor. Os outros (médicos, hospitais, etc), são os coadjuvantes.  A plataforma de crowdlearning Cinese compartilha um post sobre a ditadura da beleza a que, por herança, nos impomos, divulga o trabalho de uma artista - Negahamburguer -  e, por meio de outra plataforma, o Catarse , esta de crowdfunding (financiamento coletivo)  ela arrecada a quantia necessária para publi...

Diário de Viagem

Quando viajo, meu olhar parece mais atento e sensível para tudo o que me cerca. Talvez, sejam os destinos escolhidos - sempre com natureza farta por perto, de preferência tendo o mar como protagonista. Novas percepções chegam. Inspirações. Poesia em forma de gente. Trocas riquíssimas. E eu - quase nunca - transportava este universo para o papel.  Para o último feriado, levei um caderninho. E coração aberto para deixar as palavras tentarem traduzir para o papel alguns momentos que vivi. Viajando sozinha, as oportunidades para escrever eram fartas. E assim foi. Sem preocupar-me com regras. Mais como um registro de pessoas, cenas, inspirações. Exercício. Exercício. Exercício. Dos mais prazerosos. ♥

Chuva para nutrir

Chuva. Para nutrir terra, folhas, flores e gentes que, antes, nutriram-se de sol e mar. Chuva. Manda dizer que a poesia e a alegria do feriado também mora na languidez que seu som, pousando nas folhas do lado de fora da janela, provoca. Chuva é bênção e gratidão pelo dia bom. Chuva é declaração de amor do Céu pra Terra. .:. Fotos: Gleide Morais | Hostel Pousada da Tribo, Praia do Lázaro-Ubatuba/SP

Viajar só

Viajar sozinha é consequência do amor por mar e natureza. Quando não se tem companhia e opta-se por não viajar, resta viver em esfera platônica. Não posso. Meu amor pede presença e troca. Carinhos com o mar, permanente estado de afeto com o sol, olhar deslumbrado por cada árvore, folha e flor que cruzam minha vista. Viajar sozinha não é solidão. É comunhão. Com a natureza. Com os desconhecidos que encontro e que passam a fazer parte da minha viagem pessoal. Comigo.  Viajar, ainda que sozinha, é minha declaração de amor. Pela natureza. Por mim. .:. Fotos: Gleide Morais | Praia do Lázaro e Praia Domingas Dias, Ubatuba/SP

A amendoeira

Sentei em uma mesa na Casa do Açaí, cantinho charmoso descoberto na caminhada de volta ao hostel, na Praia do Lázaro, em Ubatuba. Sexta-feira, feriado, tarde quente. A vontade de tomar um açaí veio forte! A procura de um quiosque, me deparei com uma placa, em frente àquela casinha aberta e ventilada, que parecia casa de vó, de tão convidativa e acolhedora! Pedi meu açaí e parei para observar a árvore que ocupava a frente da casa. Foi amor! Majestosa, exuberante, grandiosa... cadê o adjetivo certo para definir sua beleza - ou a forma como ela causou impacto em mim?! Uma amendoeira, segundo a dona da casa. O pai morto há pouco, com mais de 80 anos, lhe contou que fora seu avô, bisavô da moça, quem plantara aquela linda espécie. Dei-me conta de sua ancestralidade. Quanta vida ela já não havia presenciado? Estamos aqui, agora, eu, o açaí e a amendoeira. O som do mar, o vento. Gente conversando. Espíritos ancestrais nos acompanhando. Eu creio. E reverencio.   ...

Pré-feriado

Olhei para o pulso e percebi que esqueci o relógio em casa. Chegou mensagem da operadora de celular, avisando que utilizei já o pacote de dados contratado para o mês. Na mochila, canetas coloridas, bloquinhos de anotações e livros. No peito, um coração pulsante, com fome de amor, mar, sol e do novo. Feriado promissor. Enquanto isso, trânsito pré-feriado e trabalho. E poesia. Já observaram como as folhas das copas das árvores, esta manhã, brilham em agradecimento à luz do sol que as ilumina e à brisa que sopra e lhes dão movimento? Vida há. Amor há. Poesia há. Sempre. .:. Fotos: Gleide Morais

A tristeza (era) senhora ♥

♫♪♫   Solidão apavora, tudo demorando em ser tão ruim Mas alguma coisa acontece,   no quando agora em mim   Cantando eu mando a tristeza embora ♫♪♫ Mil novecentos e noventa e três.  Dezesseis anos. Paixão platônica pelo cara mais inteligente da sala. E nem era o mais bonito. Na verdade, naquela sala, não existia um cara bonito – que eu lembre! Rs... Ficaram algumas lembranças desta paixonite. Três ou quatro músicas fazem parte destas lembranças. Saudosa Maloca escrita na lousa, provavelmente pela turma do noturno, que ele viu ao entrar na sala e cantou. Certeza que saio deste plano e embarco para Shangri-lá sempre lembrando dele, ao ouvir a música do Adoniran Barbosa eternizada pelos Demônios da Garoa ! Outra lembrança. Caetano Veloso e Gilberto Gil. Tropicália 2. Celebração de 25 anos do movimento Tropicália. Disco. Show. ( um beijo pro Google, pois não lembraria de tantos detalhes! ) Eu não fui ao show. Ele foi. Assisti pela tele...

Porque eu sou feliz na minha timeline! =)

Sexta-feira, academia, etapa final dos exercícios do dia. Esteira. Monotonia. Félix, na televisão à minha frente, mas a miopia já não permite que eu leia direito a legenda closed caption . E, depois, a graça da personagem está em ouvi-la falar, o que não acontece na academia, com cinco televisores ligados em emissoras diferentes e todos no modo mudo. Até que P!nk - é assim que escreve o nome da moça agora - começa a cantar na minha orelha. Minha playlist é coisa fina: P!nk, Britney, Lady Gaga, Jessie J. - falta Rihana e Beyoncé, eu sei - e por aí vai. Eu tenho o hábito de cantarolar as músicas baixinho - na academia, porque na pista da Avenida Sumaré eu canto mesmo! rs... Mas, hoje, imaginei qual a reação das pessoas se eu seguisse ao impulso que a música me causou: de colocar os braços para o alto, balançando e cantando a música da P!nk, enquanto eu corria. Assim, cantarolando baixinho, com a academia quase vazia, me deixei levar pela fantasia, causando um momento muito particula...

Viciada em novas mídias digitais!

Ando brincando no Notegraphy , uma mídia nova que te permite escrever e estilizar o texto em cards charmosos! Acesso pela web, mas quem tem iPhone pode baixar o aplicativo. Uno duas paixões: palavras + arte! Bora brincar de escrever e citar por lá? P.S. torcendo para lembrarem dos adeptos do Android e criarem o aplicativo para a plataforma! ^^)

Calça amarela

Ontem eu me apaixonei por uma calça amarela. Linda ela. Calça. Amarela. Flare. A moda como recurso de deliciosas descobertas. Porque nude, cinza, preto, marrom têm sua dignidade. Mas, não traduzem quem eu sou. Ela, a calça amarela, me seduziu. Me chamou para trazer as cores que sou para colorir dias, semanas, meses... vida. Me apaixonei por uma calça amarela.

Minha vida é uma porção poesia por conta de você

Poeta Poetinha vagabundo Quem dera todo mundo Fosse assim feito você Que a vida não gosta de esperar A vida é pra valer A vida é pra levar Vinicius, velho, saravá { Chico Buarque | Toquinho } Quando eu, pirralha, gostei de poesia, eu gostei primeiro de você - e de Cecilia e Drummond, seus companheiros em minhas buscas poéticas. Exercício de amor, para quem, quase criança, não sonhava com amor foi conhecer o Soneto de Fidelidade. Exercício de estudante c.d.f. foi decorá-lo! Mais tarde, em arroubos de adolescente, jurei recitá-lo ao amor da minha vida. Contraditoriamente, mais velha é que fui conhecer o Pato, a Corujinha e os outros bichos da Arca de Noé. Faz parte da minha coleção de cds infantis de moça adulta. A moça também quis ouvir, de algum moço apaixonado, Minha Namorada. ♥ Vinicius e Gilda Matoso (foto DAQUI ) Ah! Mas, a gente se distanciou, Vinicius? E eu nem sei como ou por qual motivo! Talvez sejam estes caminhos da vida, que nos afastam m...

Filho de peixe, Criolo é!

Pode ser dom, pode ser missão... mas, com uma mãe linda destas, fácil saber de onde vem a genialidade de Criolo! Pura inspiração, Dona Maria! ♥

Sorrio para dente-de-leão

Eu confesso: sorrio para dentes-de-leão que encontro na rua. Faço isso em reverência à minha infância e a menina que colecionava sorrisos e brincadeiras na rua.  Confesso: quem ri é a menina, que habita dentro de mim, e que pula amarelinha nos caminhos que eu caminho. ♥ Imagem: We Heart It

Para o fechar o dia, uma dose generosa de DELICADEZA e VERDADE! ♥

"Mas eu estava errada, mãe. Hoje eu entendo o que é crescer em uma sociedade que diz para as mulheres que a beleza delas é o que mais importa, e, ao mesmo tempo, define padrões estéticos absoluta e eternamente fora de alcance. Eu também entendo a dor que é internalizar essas mensagens. Nós acabamos nos tornando nossos próprios carcereiros e nos impomos punições sempre que não conseguimos chegar lá. Ninguém é mais cruel conosco do que nós mesmas." Também cresci me achando errada. Não, minha mãe não era preocupada com sua aparência ou peso. Sempre foi tranquila quanto a isso. Mas, em algum canto da minha existência eu me permiti contaminar pela noção de que ser gorda era sacrilégio e me excluía da sociedade. E, o mais louco desta história é que, revisitando fotos do passado, me descobri com peso normal, nem magra, nem acima do que é saudável - para mim.  No entanto, na idade adulta, engordei de verdade. Passei por momentos de não aceitação, de exclusão - de minha própr...

Da aula de hoje ♥

Na missa

E em meio a celebração de batismo, uma música que não ouço desde o início da adolescência, quando eu era católica. Cantando junto, não consegui seguir o refrão; minha voz embargou e meus olhos encheram-se de lágrimas. É que  após alguns muitos anos de caminhada, este hino deixou de ser apenas bonito e passou a ter sentido. A ser sentido. Foi um instante lindo, no qual me senti grata! Que cada um possa descobrir o Sagrado dentro de si. Muitos são os caminhos para chegar lá. Encontre o seu. ♥