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Mostrando postagens de abril, 2011

Escrever...

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector Sempre gostei de arte, das mais diversas formas de arte. E sempre gostei muito do universo da dança. Tanto que já escrevi mais de uma vez sobre essa minha paixão. E sempre gostei de escrever, desde o primeiro diário, há 23 anos, ou até antes disso. Hoje, ao ler um post da Cris Guerra e outro da Sarah Oliveira , me veio forte a emoção dessas duas paixões. Quando eu iniciei a faculdade de Letras, dar aulas não era sequer uma possibilidade. Permanecer como secretária era algo quase certo. Mas, havia um sonho, um desejo meio escondido: eu queria escrever. Sim, eu já escrevia. Porém, meu desejo era escrever sobre o cotidiano ou sobre determinados temas. Escrever crônicas para um jornal, uma revista, um site. Comentar um filme, um livro, uma peç...

Em tempos de Páscoa...

Em tempos de Páscoa, não sei como não pensar em mudança. Nas mudanças pelas quais passei, nas que estou passando, nas que virão. Eu não consigo pensar em mim no mesmo estado, por muito tempo. Houve um tempo em que eu defendia os meus conceitos – que eram eternos e imutáveis. Hoje, defendo com unhas e dentes o direito de mudar. Eu já escrevi uma vez – será que, no final das contas, estou sempre me repetindo? – que gostar de mudar não significa ser volúvel. Ou ter medo de permanecer num lugar. Mudar é aceitar que você não pertence mais àquele instante, àquele local, àquelas pessoas. E isso para mim é tão palpável atualmente. Estou caminhando. E essa caminhada é para frente. Óbvio, mas não o é para muitos. Por conta desse caminhar, não consigo ficar muito tempo presa ao que não quer evoluir, crescer. Sim, eu tento mostrar que há outros caminhos, outras possibilidades. A vida é vasta. Mas, nós seres humanos, nos encontramos em patamares tão distintos em busca de nossa evolução. Não há c...

Carolinas

Foto: Luly A vida tem muitos sabores. Infância, adolescência, vida adulta... escola, faculdade, trabalho, casa da tia, da madrinha, da vizinha, da avó, da melhor amiga, da mãe. Lugares e momentos diferentes que nos remetem a sabores diferentes.  Quando eu estava no colegial costumava passar em uma padaria na Casa Verde, com duas amigas para comprar carolinas. Caminhávamos pelas ruas do bairro nos deliciando com nosso quitute, ao sabor da vida, com o coração cheio de amor por algum mocinho da escola e a despreocupação de nossos 15 anos. Nossa dieta, bem balanceada, era composta também de café, Ioiô Cream e Mortas Fritas - mortadela frita, servida ao suco de limão, iguaria encontrada na casa da Andréa. Posso sentir o cheiro, o gosto de alegria e felicidade daquela época. Por mais que fossemos adolescentes, com todos os sentimentos e hormônios à flor da pele e com todas as emoções extremadas que sentíamos – afinal, morrer de amor era algo muito mais real do que simples movimento ...