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Mostrando postagens de dezembro, 2011

Coragem para fazer o Ano Novo do jeito que eu quero...

O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. (Guimarães Rosa) No decorrer da caminhada, encontramos muitas musas e musos inspiradores. Pessoas, como nós, mas que por certas posturas, decisões ou forma de ver a vida nos inspiram e nos despertam o desejo de ser melhor.  Graças a Deus, encontrei e mantenho em minha vida várias musas e musos!  Algumas pessoas comentam que sou corajosa, por não temer as mudanças, nem ter receio de me jogar na vida. Sim, reconheço este traço, mas sei que nunca tive muito - ou nada - a perder, entonces, abraçar o desconhecido é de certa forma fácil para mim. No entanto, tem uma pessoinha, que é uma grande amiga, irmã escolhida pelo coração, que faz o mesmo com uma destreza e habilidades que invejo. E ela sempre precisou de uma dose extra de ousadia, pois de suas decisões, outras vidas dependiam. Lembro da coragem da Cris , quand...

Revendo 2011

Dois mil e onze... o que dizer sobre você?! Se eu pensar em uma única palavra, não vou conseguir definir o que foi este ano para mim. Foi um ano de acontecimentos marcantes, de encontros especiais, de reencontros com o outro e, principalmente, comigo. Pensando nos encontros, acordei hoje com uma mensagem que me emocinou da Sabrina Bonzi . Ela faz parte do pacotão de presentes de amigos virtuais que recebi este ano! Pessoas que nunca olhei nos olhos - excetuando a Maria Clara *_* -, mas que conhecem bem o que se passa em meu coração. Compartilhamos alegrias e tristezas. Mais que nunca, eu rechaço a ideia de que os amigos restringem-se aos que são presença física e diária. Cumplicidade, carinho, generosidade, afeto... recebi isso aos montes destes seres especiais. Espero, quando o momento chegar, abraçar a quem não abracei ainda. Mas, não condiciono o valor e a qualidade dessas amizades a isso. São os meus mais caros amigos 'desencontrados'. Gratidão por caminharem ao meu ...

* DESPERTAR *: Continue com fome, continue bobo!

Hoje, me dei conta de que, em algum momento da caminhada, eu deixei de acreditar que os desvios em minha trajetória também são partes do processo. Nenhuma mudança de rota foi vã. Ajudaram a construir e fortalecer quem eu sou e o melhor que posso ser. Tornaram-me mais preparada para o objetivo que desejo alcançar. Revisitar o discurso de Steve Jobs para os formandos de Stanford foi um exercício importante para eu me (re)apropriar das minhas certezas. Gratidão a Katia Bueno por me ajudar, fazendo as perguntas certas para que eu me lembre. ; ) "(...) você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. (...)"   - Steve Jobs No blog da Kátia tem o discurso completo: * DESPERTAR *: Continue com fome, continue bobo! : Transcrição completa do maravilhoso discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford, em 2005 Você tem que encontrar ...

Meu presente de Natal

Ontem, indo visitar a Isa, fui abordada no Metrô por duas pessoas que estavam perdidas na Linha 4: uma senhora e um rapaz colombiano. Como a Linha Amarela era minha direção, sugeri que me acompanhassem. Com o colombiano, estabeleci logo um diálogo para desenferrujar meu espanhol. Fazia MUITO tempo que ' no hablava '! rs... Pedi desculpas pelo 'portunhol', mas ele disse que eu falava bem. Que bom! =) Mas, este não foi meu presente de Natal. O rapaz logo desceu e eu continuei conversando com a senhora, que desceria na estação Pinheiros. Eu expliquei a ela como fazer, já que eu desceria na Paulista. A moça que estava sentada ao lado,  disse a ela que não se preocupasse, pois desceria em Pinheiros. A senhora perguntou para onde ela iria e esta respondeu: Capão Redondo. A 'vovózinha' (tenho certeza de que posso chamá-la assim) começou a rir e disse: _ Está vendo como Deus é?! Sempre coloca em nossos caminhos aqueles que podem nos ajudar. No meu, primeiro colocou ...

Memórias natalinas

Foto e traquinagem: Gleide Morais Ah! O Natal! Esta data que amo, pela aura de amorosidade que traz.   Acabei me permitindo uma viagem no tempo e lembrando-me dos natais da infância. E como nenhuma viagem é vã, esta tem seu aprendizado. Os natais da minha infância eram ruidosos. Ruidosos não. Barulhentos. Não. Sendo justa, eram regados a muita música, mas não do estilo musical que eu esperava para a festa natalina. Forró e Partido Alto rolavam a noite toda. E a ceia não era nada do que eu, na época, considerava natalina. A menininha que eu fui, metida a diferente que era, queria músicas natalinas ao fundo, ceia com peru - com o termômetro que subia quando estava pronto, lembram? - e champanhe para brindar. Imaginem a mocinha que gostava de Chopin, ouvindo Bezerra da Silva no Natal (até hoje me pergunto se não sou adotada, dada a quantidade de ‘frescurice’ que corre em minhas veias! rs...)?! Mas, apesar desta minha reclamação, o Natal er...

Ainda no terceiro...

Foto: Gleide Morais Autobiografia em cinco capítulos Capítulo número 1 Ando pela rua. Há um buraco fundo na calçada. Eu caio Estou perdido... sem esperança. Não é culpa minha. Levo muito tempo para encontrar a saída. Capítulo número 2   Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada Mas finjo não vê-lo. Caio nele de novo. Não posso acreditar que estou no mesmo lugar. Mas não é culpa minha. Ainda assim levo um tempão para sair. Capítulo número 3   Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Vejo que ele ali está Ainda assim caio... é um hábito. Meus olhos se abrem. Sei onde estou É minha culpa. Saio imediatamente.   Capítulo número 4 Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Dou a volta. Capítulo número 5   Ando por outra rua. (De O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinponche)