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Mostrando postagens de Novembro, 2011

O resgate do feminino...

Há algum tempo, um amigo publicou o texto Cartas às Mulheres, em seu blog, no qual observava o quanto estamos nos distanciando de nossa essência feminina. Hoje, refletindo sobre minha caminhada e pensando no equilíbrio tão necessário entre anima (feminino) e animus (masculino), lembrei do texto dele, lá da Lojinha do Garimpo
Todos nós apresentamos os dois aspectos. A grande sacada é tê-los equilibrados em nossa personalidade. O aspecto anima latente nos dá intuição, por exemplo, quanto o animus, nos dá a agressividade necessária para determinadas situações na vida.
Mas, não quero fazer um mergulho na psicologia aqui. Quero apenas propor uma reflexão sobre quais papéis queremos assumir nesta vida. Tenho amigas suspirando por uma vida mais simples, mais ligada à nossa essência. Vejo mulheres que adorariam dedicar-se ao papel da mãe, sem a tortura de ter que abandonar seus filhos para voltar ao trabalho, mas que sentem-se culpadas por isso. Como se ser mãe e exercer o papel fundamenta…

Arteando com amor...

O Amor - Gibran Khalil Gibran

O Amor
“Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Par…

A volta ao lar da alma

"Seria muito melhor simplesmente admitir nossa pobreza espiritual. (...) Quando o espírito fica pesado, ele se transforma em água. (...) Portanto, o caminho da alma... conduz à água"
(Jung - em Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés)

A caminhada...

O estado desejado...

"O lar é a pura vida instintiva que funciona tão bem quando uma engrenagem bem azeitada, onde tudo é como deveria ser, onde todos os ruídos parecem certo, a luz é boa e os cheiros nos acalmam em vez de nos deixarem alarmadas. (...) O que é essencial é qualquer coisa que propicie o equilíbrio. O lar é isso.
Não há só tempo para contemplar, mas também para aprender e descobrir o esquecido, o enterrado, o que está fora de uso. Ali podemos imaginar o futuro e também nos debruçar sobre os mapas das cicatrizes da psique, descobrindo o que levou ao quê e onde iremos em seguida.(...)"
O caminho necessário...
"Para outras, porém, o lugar de onde elas podem mergulhar precisa estar livre até mesmo da menor interrupção. (...) Para este tipo de mulher, a entrada para o lar profundo é evocada pelo silêncio. (...) Silêncio Absoluto, com S maiúsculo e A maiúsculo. Para ela, o barulho do vento passando por um grande bloco de árvores é silêncio. (...) o ruído de um …

Porque SENTIR é mais importante que entender...

"Sempre nos perguntaremos as mesmas coisas. Sempre precisaremos ter humildade suficiente para aceitar que nosso coração entende a razão de estarmos aqui. Sim, é difícil conversar com o coração, mas será mesmo necessário? Basta ter confiança, seguir os sinais, viver sua Lenda Pessoal e, cedo ou tarde, percebemos que estamos participando de algo, mesmo que não possamos compreender racionalmente."
[Paulo Coelho, em O Aleph]

Perto demais do limite....

Perto demais do limite... próxima do fim... do auge... da explosão... CATARSE.


"A estrada a minha frente
É longa e estreita.
Só me restou uma flecha,
E meu velho cavalo
Mal se aguenta em pé.
Mas se for preciso
Voltar ao combate,
Arreio o cavalo,
Subo à sela,
Corajoso cavaleiro:
É hora de enfrentar
Minha última Batalha!

É hora de escalar
Montanhas escarpadas,
Buscando alcançar
Meus próprios limites.

É hora de nadar
Contra a corrente
Dos rios caudalosos
Que rugem em minh’alma.

É hora de enfrentar
Arenosos desertos,
Em busca do Oásis
De paz e de calma.

Mas a estrada à minha frente
Ainda é longa e estreita.
Só me restou uma flecha,
E meu velho cavalo
Mal se aguenta em pé.
Mas se for preciso
Voltar ao combate,
Arreio o cavalo,
Subo à sela,
Corajoso cavaleiro:
É hora de enfrentar
Minha última Batalha!"


[Uma só flecha - John York]

Grávida de futuro

"Tanta riqueza de atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa. Macabéa ficou um pouco aturdida sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já estava mudada. E mudada por palavras - desde Moisés se sabe que a palavra é divina. Até para atravessar a rua ela já era outra pessoa. Uma pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho desespero. Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho. Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe decretara sentença de vida. Tudo de repente era muito e muito e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar. Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria." - A Hora da Estrela - Clarice Lispector
"A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Maior espaço psíquico. Estou felizmente mais doida."
- Clarice Lispector