Pular para o conteúdo principal

As crenças limitantes que abraçamos

Cresci ouvindo críticas sobre qualquer atividade, objetivo, sonho que eu me propunha fazer. Desde cozinhar o arroz até a intenção de morar sozinha ou estudar fora, sempre ouvia conselhos desestimulantes ou críticas nada construtivas, lembrando da minha incapacidade de realização - seja do que fosse. E ainda ouço. Levei anos para criar coragem e cozinhar para outras pessoas. E, gente, eu cozinho bem! 

Não, este não é um post para falar mal de mãe ou pai. Cada um dá ao mundo aquilo que recebeu e soube transformar ou não. Aos trinta e oito anos, entendo isso com uma clareza! Sinto não ter esta maturidade tão mais cedo. E sou grata aos meus pais por tudo o que puderam fazer por mim.



Além de demorar a cozinhar para amigos, demorei a fazer faculdade, não saí de casa até hoje, sempre tive problemas para me relacionar, desenvolvi dois problemas sérios - demorou a entender que eram problemas: compulsão e complexo de inferioridade. Apesar de ter começado a encarar de frente estes dois inimigos e trabalhar o acolhimento das minhas imperfeições, a minha caminhada é difícil, pois vivo em corda bamba, tentando me manter em pé. A consciência destes dois companheiros que trago comigo é o que me ajuda a combatê-los. 

Estava aqui pensando, em meio a uma nova crise financeira, gerada pela compulsão - o abuso de doces é outra forma dela se expressar em mim -, nos motivos que me mantêm presas a velhas crenças. 

O mais louco de tudo é saber que sou eu quem me amarro a pessoas que irão criticar meus pontos de vistas, minha forma de trabalhar, a forma como escolhi viver minha vida. Tudo e todos, atraídos até mim, por escolha minha. Ainda que hoje, de forma consciente, eu não caía mais nas armadilhas contidas nestes comentários, a energia que essas relações vibram estão presentes em minha vida. 

pausa para um profundo suspiro

Hoje, o coração apertou. O ar faltou nos pulmões. E veio a vontade de chorar. Mais que os problemas financeiros, as velhas escolhas pesaram. 
Mas o dia frio tem que terminar
Sol há de brilhar bonito
Cedo na manhã pára de chover
Coração solta seu grito
Hora de acordar
~ Jair Oliveira 
É. A vida exige mais uma vez, mudança. Talvez, agora, de forma consciente. Estou em processo de construção de minha nova morada. A terra já foi mais que arada; comecei a plantação. ♥


É que se existe uma coisa que eu aprendi com todas as mudanças profundas que já tive na vida (nem parece que eu vivi apenas 28 anos!), é que mergulhar num futuro incerto dá vertigem, dá medo, dá angústia, mas a coragem de dar esse passo em frente, nos oferece um belo par de asas.
Vamos voar juntos? :)
Carol Burgo - Small Fashion Diary

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gratidão e boa noite

Não fomos à final da Copa; fizemos um campeonato mediano para desastroso. E daí? Tu olha pro céu e percebe que hoje é uma linda noite para se estar viva. Gratidão e boa noite. P.S. e amanhã tem final, vou assistir e torcer para a seleção do país que me apresentou ao futebol. Sim, rola uma memória afetiva, mas é assunto para outra postagem.  ❥

17 de junho: eu vi história

Eu desejei muito estar nas ruas hoje. Desde que vi, pelas redes, o que foi a manifestação de quinta-feira, me programei para levar às ruas a minha insatisfação e a vontade de fazer a mudança acontecer. Mas, o corpo tem seus caprichos e, desde ontem, me deixou na mão.  Contudo, há uma máxima, na qual acredito profundamente, de que todos somos um. Assim, sabia que estaria bem representada nas manifestações de hoje. Acompanhei pelas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Tumblr) e fiquei emocionada com o que vi.  Vibrei, em prece (essa sou eu), pelas pessoas que estão nas ruas e pela não violência também - a gente sabe que, infelizmente, ela acontece. E escolhi olhar para a grande maioria de pessoas que protestaram pacificamente.  Deixo aqui registrada minha alegria, emoção e esperança na mudança. Conheço muita gente que trabalha duro para a melhora do país. Hoje, vi muitos destes trabalhadores solitários (verdadeiras formiguinhas), unidos. E foram em ...