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Mostrando postagens de Julho, 2012

Ouvir a voz do corpo

Fechar os olhos...
Ouvir o seu silêncio...
Ouvir as batidas do coração
Ouvir a voz do corpo... deixar ele falar...
Deixar que o movimento se faça, a partir dos caminhos que o corpo quer seguir...
Movimentos de dentro para fora... movimentos de fora para dentro...
Deixar o corpo dançar a tristeza...
Deixar o corpo dançar a alegria...
Deixar o corpo dançar a solidão...
Deixar o corpo dançar o amor...
Deixar o corpo dançar O Divino...


Celular programado para despertar cedo. Assim que ele desperta, tocando a melodia calma que elegi para despertar [Om Ami Dewa Hri], meu corpo sinalizou que não era o que queria. Não era preguiça. Era ele me dizendo que não estava pronto para despertar. De olhos fechados, sentindo um certo mal-estar, na dúvida entre voltar a dormir ou despertar de vez - e permanecer surda ao que meu corpo me pedia - lembrei das aulas da Claudete, minha antiga professora de dança e de seus ensinamentos.

Mais que realizar um sonho de infância - DANÇAR -, com a Claudete aprendi que nosso…

A VIDA acontecendo...

Há dias em que, no trajeto para o trabalho, deixo o livro, a música, a rede social de lado e me conecto com a vida lá fora.
É uma delícia entregar-se à essa experiência. Parece que virou obrigação irritar-se no trajeto casa-trabalho-casa. Reclamar da vida, é mantra de muitos. Mas, olhar para a vida que acontece aqui dentro - adoro! - e lá fora?!
Gosto de ouvir o ronco típico do motor do ônibus... 
De acompanhar fragmentos de conversas aqui e ali... 
De tentar reconhecer a música que o companheiro de viagem ouve e que extrapola de seu fone de ouvido... 
Gente que ri sozinha...
A discussão acalorada sobre a roda do Brasileirão de ontem... 
A menina sentada nas pernas do namorado... e não há maldade no gesto; apenas o desejo de estar junto...
A pipa presa na copa da árvore...
O morador de rua, de cabeça baixa, pensativo - que vida! Meu Deus...
A flor brotando na árvore...
Gente que atravessa a rua correndo...
Gente que passa sorrindo...
O movimento intenso de tantos carros - reflito sobr…

Quando a gente se perde da gente

Às vezes a gente se perde da gente. Mas, tudo bem. Perder-se faz parte do processo de crescimento. Não há como caminhar numa linha sempre linear, na qual apenas sorrisos e situações gostosas nos encontram. É num piscar de olhos, num átimo entre um respiro e outro, uma palavra, uma situação... nos perdemos!
Não sei como funciona com os outros. Dentro de mim, fica uma coisa misturada, uma miscelânea de sensações, emoções, que querem gritar e calar ao mesmo tempo. É confuso. A casa vira mesmo uma bagunça. Correr para onde, do quê, de quem, para quê?!
Eu corro para dentro (de mim), para o meio da confusão. Só mergulhando, misturando-me, absorvendo e sendo absorvida, perdendo-me (mais ainda), acabo me encontrando.
Gosto de escrever, nesses dias. Às vezes... na maioria das vezes... escrevo porque estou triste. E quando estou confusa também, mas, não necessariamente, triste. Difícil escrever quando estou bem alegre. Acabo agradecendo a alegria murmurando um Sou Grata, que sai como um suspi…
Como entender o que não aparenta compreensão? Chega em forma de tempestade, tirando teus pés do chão. Não diz se está do lado do mocinho ou do bandido. Pode até ser o próprio mocinho ou bandido. Não bastasse tirar os pés do chão, tira o foco, o ar, a razão e o coração... onde foi parar o coração mesmo?! Cegueira total.
Turva, rompe, confunde, desfaz lá e cá, alto e baixo, perto e longe, intuir, pensar... ser. Se faz sentido, se não faz... pede o mergulho... sem saber se é fundo, raso, se dá pé para quem não nada tão bem em águas tão estranhas.
É vida acontecendo... sem permissão... invasiva... passando... sendo...