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Porque eu sou feliz na minha timeline! =)

Sexta-feira, academia, etapa final dos exercícios do dia. Esteira. Monotonia. Félix, na televisão à minha frente, mas a miopia já não permite que eu leia direito a legenda closed caption. E, depois, a graça da personagem está em ouvi-la falar, o que não acontece na academia, com cinco televisores ligados em emissoras diferentes e todos no modo mudo.

Até que P!nk - é assim que escreve o nome da moça agora - começa a cantar na minha orelha. Minha playlist é coisa fina: P!nk, Britney, Lady Gaga, Jessie J. - falta Rihana e Beyoncé, eu sei - e por aí vai. Eu tenho o hábito de cantarolar as músicas baixinho - na academia, porque na pista da Avenida Sumaré eu canto mesmo! rs... Mas, hoje, imaginei qual a reação das pessoas se eu seguisse ao impulso que a música me causou: de colocar os braços para o alto, balançando e cantando a música da P!nk, enquanto eu corria. Assim, cantarolando baixinho, com a academia quase vazia, me deixei levar pela fantasia, causando um momento muito particular de diversão; até extrapolei o tempo previsto na esteira.

Porque estou contando isto? Lembrei de algumas críticas que rolam em redes sociais de que nas timelines da vida todo mundo é feliz e as pessoas têm vidas mega interessantes. Para mim, isso nunca foi problema - ver gente mutilada, hoax e chuvas de reclamações no feed sim, mesmo que eu seja a favor de todos publicaram o que desejarem em seus perfis ( confesso: uso sem dó o 'ocultar do feed de notícias' ). Voltando ao universo das pessoas felizes nas redes sociais: o que usei hoje, na academia, foi um recurso para transformar um momento boring em divertido. Deu super certo! Fiz gracinha no meu perfil do Face, compartilhando minha fantasia. Mudei meu humor. E eu não estava - juro! - cantando a plenos pulmões enquanto corria na esteira da academia.  



( Uma amiga compartilhou minha atualização de status, acreditem! É mais louca que eu! )

Acredito que a vida de muitos não seja divertida full time. A minha não é. Mas, fora um mimimi ou outro que deixo escapar; e alguns momentos de revolta; e a TPM que é uma entidade que escreve por mim, busco, em minhas publicações, tornar o ambiente digital mais divertido. E faço o mesmo no off-line.

Entonces, vamos deixar de cuidar da felicidade artificial ou não do outro e buscar construir a nossa? Às vezes, de uma brincadeira inocente, vamos descobrir que é fácil chegar a momentos divertidos e mudar o astral do dia. É exercício - como a esteira, que não curto tanto, mas que se tornou a melhor amiga da minha saúde - e do meu espírito 'Abel quer comida!' (anos 80 total!).

Vale dizer que não ter razão ou opinião formada sobre qualquer assunto (AKA vida alheia) é libertador!

E tenho dito!

^^)


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