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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Palafitas

Olhando para trás - e às vezes me canso da minha necessidade de querer sempre dar significado a caminhada - percebo que minha vida sempre esteve sustentada por palafitas. Fico me perguntando como aquele madeiramento frágil pode sustentar uma casa, de um ou dois cômodos, com tanta gente dentro? Afinal, palafitas são características de comunidades extremamente carentes e, geralmente, a casa que sustentam abriga famílias numerosas.
Uma casa apoiada em palafitas sempre me pareceu algo prestes a vir abaixo, num eterno balança-mais-não cai. Sempre me pareceu extremamente insegura e frágil. Sempre me passou a sensação de improviso.
Improvisar é uma ação que adotamos em momentos de emergência. Minha vida, 'palafitada' no improviso. 
Imagino que o máximo de felicidade para um morador de uma casa sobre palafitas seja o de mudar-se para uma casa com sustentações firmes e seguras, nada improvisada. Sem risco de desmoronar, de ruir a primeira tempestade. Ou a segunda, terceira, quarta... …

A Regina Casé não só Esquenta. Ela eleva também.

E sabe que ela tem toda razão! Tenho descoberto que quanto menos resisto, quanto mais me entrego à crise, à dor, mais rápido aprendo com estes processos e mais rápido retorno, novinha em folha, revigorada, com um olhar ainda mais apurado para a vida e uma tranquilidade ímpar.
Um mestre do coração, o Tadashi, sempre nos lembra que devemos agradecer pelas crises se transformação, porque é com elas que evoluímos. 

Não defendo que tenhamos que crescer na dor. No amor evoluímos e muito. Mas, ainda temos o hábito de deixar que a dor nos desperte para nossos aprendizados. Se assim é, que pelo menos estejamos presentes no processo e que aprendamos a extrair cada gota de ensinamento que estas situações tragam a nossa vida.
Entonces, nada mal chorar, encolher-se num canto, descabelar-se, deixar a raiva extravasar... vivendo profundamente o que é necessário, voltamos inteiros depois.
*Ah... eu tinha que usar de humor no título, não tem jeito. Só sei viver minhas dores com uma pitada de humor. ; )

Livros de Cabeceira

Vivo uma fase intensa de busca de autoconhecimento e, neste processo, acabo lendo muito, para entender o que se passa comigo e, também,  por conta de um futuro na área terapêutica, escolha do meu coração.

Hoje, tenho dois livros de cabeceira que são verdadeiros conselheiros. Consulto, questiono, aprendo muito com eles. E gosto de trocar o que tenho lido. Verdade que são minhas escolhas. Para alguns, o caminho não é pela leitura e tão pouco, pelo estilo de livros que eu escolhi como 'meus professores'.
Outro dia postei aqui um trecho de As Cartas do Caminho Sagrado, que é uma espécie de oráculo, com ensinamentos dos índios norte-americanos. Um momento de pausa, concentração e  presença são suficientes para tirar em As Cartas algum ensinamento valioso para o dia ou o momento.
O outro livro é As Mulheres que Correm com os Lobos que, para mim, deveria ser leitura obrigatória para toda mulher que almeja entender-se mais e evoluir, resgatando nossa essência feminina (Mulher Selvagem…

Destralhar para Adocicar

Li este texto, há algum tempo, no perfil da Flavia Lippi, no Facebook. Vamos a ele!

Diz dona Francisca, minha faxineira, que acaba de chegar. - "Antes de dar uma geral na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!" e ela me apertou. Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar".
Falando nisso, "vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada". Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são: - objetos que você não usa, - roupas que você não gosta ou não usa há um ano, - coisas feias, - coisas quebradas, lascadas ou rachadas, - velhas cartas, bilhetes, - plantas mortas ou doentes, - recibos/jornais/revistas, antigos, - remédios vencidos, - meias velhas, furadas, - sapatos estragados...
Ufa, que peso! "O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca. "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!", ela diz, enquanto me ajuda a &#…

Gratidão, por Louie Schwartzberg

"Deus é uma jornada pessoal em que todos queremos estar, para nos inspirar, para sentir que estamos conectados com o universo..." Louie Schwartzberg 

Viver com presença e gratidão o momento presente. Hoje não é mais um dia... é O dia!

Namastê! _/\_