Revendo 2011

Dois mil e onze... o que dizer sobre você?! Se eu pensar em uma única palavra, não vou conseguir definir o que foi este ano para mim. Foi um ano de acontecimentos marcantes, de encontros especiais, de reencontros com o outro e, principalmente, comigo.

Pensando nos encontros, acordei hoje com uma mensagem que me emocinou da Sabrina Bonzi. Ela faz parte do pacotão de presentes de amigos virtuais que recebi este ano! Pessoas que nunca olhei nos olhos - excetuando a Maria Clara *_* -, mas que conhecem bem o que se passa em meu coração. Compartilhamos alegrias e tristezas. Mais que nunca, eu rechaço a ideia de que os amigos restringem-se aos que são presença física e diária. Cumplicidade, carinho, generosidade, afeto... recebi isso aos montes destes seres especiais. Espero, quando o momento chegar, abraçar a quem não abracei ainda. Mas, não condiciono o valor e a qualidade dessas amizades a isso. São os meus mais caros amigos 'desencontrados'. Gratidão por caminharem ao meu lado, em um ano tão importante! Sabrina, Adriana, Maria Clara, Ana Paula, Roniel e a recém-chegada Marini: NAMASTÊ!

Dois mil e onze me presenteou com a reaproximação de uma pessoa que é muito importante no encontro com as minhas buscas evolutivas. Dois momentos importantes de (re)encontro comigo foram 'apadrinhados' pela Priscila, por isso mesmo sua presença em minha caminhada é muito especial. No segundo semestre, junto com a Sueli, pudemos vivenciar uma busca juntas: pela simplicidade, pela essência que aquece o coração. Foram tardes sentadas em varanda, fazendo fuxico, observando as galinhas ciscando, ouvindo os sons das folhas balançando ao vento e dos passarinhos, pousados nas árvores. Dias inteiros de muito riso, reflexão e aprendizado. NAMASTÊ!

Fazer terapia era algo que alimentava há muito tempo. Por conta da faculdade de Psicologia e por conta de demandas levantadas desde o Transcendendo Seus Limites, dei início, finalmente. Juro que não mensurei a profundidade que poderia atingir ou a quantidade de camadas de Gleide a serem descobertas. Tem sido uma experiência deliciosa, embora, algumas vezes, sofrida.

Neste ano, eu comecei uma faculdade e tranquei. Foi um semestre de Psicologia, no qual me encantei ainda mais pela área terapêutica, mas que me fizeram entender que a graduação tradicional não era o único caminho. Aliás, foi grande o aprendizado daí: fazer a graduação de cinco anos era mais algo que estava fazendo para atender a expectativa da sociedade do que para satisfazer meu coração. Outros caminhos nesta área me esperam. Mergulho inteira nesta viagem.

E a profissão? Continuei em escola pública, vivenciei a docência em colégios particulares. E abandonei tudo. Dei adeus ao sonho da educação. Eternamente, temporariamente? Não sei. Sei que hoje, eu não quero e não posso.

Dois mil e onze foi intenso, rico, difícil. Ano de recolhimento, de desapegos, de  rompimentos, aprendizados... Seus movimentos mais importantes aconteceram internamente. Por isso, eu não consigo traduzir sua dimensão. Foram muitas e grandiosas descobertas sobre quem eu sou. Já escrevi que psicologicamente, espiritualmente, emocionalmente, foi meu ano mais rico, embora eu tenha ficado financeiramente falida! rs... Sei que a viagem é longa ainda. Coloco-me aberta para o que preciso saber e aprender para ser a melhor pessoa que posso ser neste plano.

Tenho um caminhão de pedidos para 2012. Mas, apesar de tantos desejos, gosto muito da frase da amiga Maria Clara: 
 
"Para o novo ano me esvazio de desejos, tenho aqui dentro uma enorme vontade de novo. De começos, e só."

Nunca tive receio do novo. Sempre ansiei, sonhei, desejei o novo! Para 2012, não será diferente. E continuo querendo muita intensidade! Amor pé no chão, mas que provoque borboletas no estômago, sorrisos bobos no rosto e que me leve pela rua de mãos dadas. Amigos, abraços, acolhimento, afetos, alegrias, risos de fazer saltar lágrimas nos olhos. Que os momentos de tristeza ou os difíceis (porque eles existirão, não me iludo) sejam de profundo aprendizado. Menos tagarelices, mais ação. Um emprego prazeroso, que financie minhas aventuras pela vida. Muitos banhos de mar e muito ar puro do campo. Permissão. Simplicidade. Amor.

E bebendo ainda das palavras da Ana Jácomo, me despeço de 2011, enchendo meu coração de ar de esperanças:


"Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir."
Ana Jácomo


Foto: Gleide Morais





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