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Ela é o MÁXIMO....

Ela me lê tão bem ou será que sou eu quem me encontro nela? Clarice Lispector é a escritora que todos deveriam conhecer, porque ela é muitas de nós e nós nos encontramos nela. Temperamento impulsivo “Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certame...

Ando devagar...

“Ando devagar porque já tive pressa Levo esse sorriso porque já chorei demais Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe Só levo a certeza de que muito pouco eu sei Eu nada sei Conhecer as manhas e as manhãs, O sabor das massas e das maçãs, É preciso amor pra poder pulsar, É preciso paz pra poder sorrir, É preciso a chuva para florir Penso que cumprir a vida seja simplesmente Compreender a marcha e ir tocando em frente Como um velho boiadeiro levando a boiada Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou Estrada eu sou Conhecer as manhas e as manhãs, O sabor das massas e das maçãs, É preciso amor pra poder pulsar, É preciso paz pra poder sorrir, É preciso a chuva para florir Todo mundo ama um dia. Todo mundo chora Um dia a gente chega e no outro vai embora Cada um de nós compõe a sua história Cada ser em si carrega o dom de ser capaz De ser feliz Conhecer as manhas e as manhãs O sabor das massas e das maçãs É preciso amor pra poder pulsar, É preciso paz pra poder sorrir, É p...

Sobre a vontade de escrever...

--> Fazia tempo já... Escrever é algo orgânico para mim, pura necessidade física. Contudo, não é uma necessidade que se faz diária, semanal, constante... ela é totalmente inconstante, sazonal, imprevisível. Por isso, defendo a idéia de andar com um note na bolsa. Deu vontade de escrever, de vomitar as palavras?! Pára o mundo, senta e escreve! Rs... Esse seria meu mundo ideal. Sei que escrever é um exercício também. Um ato que, se eu tornar diário, rotineiro (o lado positivo de rotina, por favor!!!), será prazeroso. E terá qualidade. Porque, eu confesso, morro de medo de escrever abobrinhas. E sei que escrevo muitas... rs... Vale como exercício. No mais, saudades do sol – duas semanas de chuvas e frio não combinam comigo -, do meu amor, do mar e de viajar. O mais importante: ESTOU FELIZ! As saudades, mato em breve. Obs.: além do SILVA, incorporei o BRASINHA no sobrenome... caminhei sobre as brasas. :D

Nova fase... :D

Desde que nascemos, vivemos em constante movimento de mudança. A cada milésimo de segundo nosso corpo vai sendo construído, milhares de células são acrescidas naquele pequeno corpo e vamos crescendo, evoluindo, mudando. Algumas mudanças, as que escolhemos fazer, essas são as fundamentais em nossas vidas. São escolhas que determinam nosso destino, nosso sucesso, a realização de nossos sonhos. Estou em fase de mudança. Trocando de emprego. Deixando minha zona de conforto. Partindo em busca de novos desafios. E quer saber?! Morrendo de medo, com um frio na barriga, mas com uma vontade enorme de fazer e acontecer! Entre idas e vindas, foram 10 anos de empresa. E pude sentir que fiz muito bem meu trabalho, que construí uma relação de afeto muito bacana com meus colegas de trabalho. E também ganhei alguns bons amigos por lá. O que eu espero?! Poder fazer a diferença. Porque eu senti que fiz a diferença em minha trajetória na empresa anterior. Percebi o quanto minha personalidade, meu trabalh...

É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe...

Li um comentário hoje no Para Francisco que provocou uma reflexão em mim. Uma leitora do blog acusou a Cris Guerra de não escrever mais como antes, de não emocioná-la mais com seus textos. A própria Cris levanta a bola: será que é porque não há mais a tristeza que originou o Para Francisco ? É curioso, mas há isso mesmo na vida. Pessoas que gostam de ver os outros tristes. Que não querem a felicidade alheia. Por quê? Será acaso que se sentem úteis quando podem ouvir e consolar quem está triste. E quando vêem o outro feliz, sentem-se inúteis?! Já vi pessoas assim. Eu mesma já fui assim. Nem era por querer a infelicidade alheia, mas para me sentir útil, quando eu mesma não tinha vida própria. Quando não vivia a vida que é minha. As pessoas sempre me procuraram – e procuram - em momentos de angústia, de tristeza. É uma característica tão minha ajudar, auxiliar, que não consigo explicar porque eu provoco essa identificação no outro. Porém, hoje ajudar é um prazer, é um ato de amor incon...

A vida é breve, a alma é vasta - Pessoa

“Ó mar salgado, quando do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! VALEU A PENA? TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA. Quem quer passar além do Bojador TEM QUE PASSAR ALÉM DA DOR. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, MAS NELE É QUE ESPELHOU O CÉU.” - Fernando Pessoa Há coisas na vida que são lindas, mesmo quando vemos apenas o que está nas linhas. Quando aprendemos a enxergar o que está escrito através das linhas, vemos o quanto algo pode ser grandioso. O bom de enxergar através das linhas é que não criamos ilusões...

Uma certa melancolia...

Maria Bethania - Onde andará o meu amor Dias em que nem nós mesmas nos entendemos, quem dirá o outro. Dias em que o melhor a fazer é ser sozinha. O paradoxo é que nesses dias tudo o que mais queremos é um colo que nos acolha e que nada pergunte. Há dias em que você olha ao seu redor e, por mais bem resolvida que seja, não banca o peso e se pergunta: por que não eu?