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Como entender o que não aparenta compreensão? Chega em forma de tempestade, tirando teus pés do chão. Não diz se está do lado do mocinho ou do bandido. Pode até ser o próprio mocinho ou bandido. Não bastasse tirar os pés do chão, tira o foco, o ar, a razão e o coração... onde foi parar o coração mesmo?! Cegueira total.

Turva, rompe, confunde, desfaz lá e cá, alto e baixo, perto e longe, intuir, pensar... ser. Se faz sentido, se não faz... pede o mergulho... sem saber se é fundo, raso, se dá pé para quem não nada tão bem em águas tão estranhas.

É vida acontecendo... sem permissão... invasiva... passando... sendo...
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Levando para a semana que começa a energia inspiradora da descoberta rica e preciosa da semana que acabou. ♥
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Para Bertoli...

“A maior distância que eu já percorri foi entre minha cabeça e meu coração.”
- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

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