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Quando a gente se perde da gente

Às vezes a gente se perde da gente. Mas, tudo bem. Perder-se faz parte do processo de crescimento. Não há como caminhar numa linha sempre linear, na qual apenas sorrisos e situações gostosas nos encontram. É num piscar de olhos, num átimo entre um respiro e outro, uma palavra, uma situação... nos perdemos!

Não sei como funciona com os outros. Dentro de mim, fica uma coisa misturada, uma miscelânea de sensações, emoções, que querem gritar e calar ao mesmo tempo. É confuso. A casa vira mesmo uma bagunça. Correr para onde, do quê, de quem, para quê?!

Eu corro para dentro (de mim), para o meio da confusão. Só mergulhando, misturando-me, absorvendo e sendo absorvida, perdendo-me (mais ainda), acabo me encontrando.

Gosto de escrever, nesses dias. Às vezes... na maioria das vezes... escrevo porque estou triste. E quando estou confusa também, mas, não necessariamente, triste. Difícil escrever quando estou bem alegre. Acabo agradecendo a alegria murmurando um Sou Grata, que sai como um suspiro, mas terno e intenso, partindo de algum cantinho da minha alma.

Mas, hoje, estou perdida. Mergulhada em mim. Querendo banho de mar, abraçar árvore e receber cafuné. Enquanto eu não volto, escrevo mandando notícias de lá (daqui).


“Se me quiserem amar, terá de ser hoje, amanhã estarei mudada”

Lya Luft

Foto: Leyda Torquato (no rioetc)

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