Pular para o conteúdo principal

Quando a gente se perde da gente

Às vezes a gente se perde da gente. Mas, tudo bem. Perder-se faz parte do processo de crescimento. Não há como caminhar numa linha sempre linear, na qual apenas sorrisos e situações gostosas nos encontram. É num piscar de olhos, num átimo entre um respiro e outro, uma palavra, uma situação... nos perdemos!

Não sei como funciona com os outros. Dentro de mim, fica uma coisa misturada, uma miscelânea de sensações, emoções, que querem gritar e calar ao mesmo tempo. É confuso. A casa vira mesmo uma bagunça. Correr para onde, do quê, de quem, para quê?!

Eu corro para dentro (de mim), para o meio da confusão. Só mergulhando, misturando-me, absorvendo e sendo absorvida, perdendo-me (mais ainda), acabo me encontrando.

Gosto de escrever, nesses dias. Às vezes... na maioria das vezes... escrevo porque estou triste. E quando estou confusa também, mas, não necessariamente, triste. Difícil escrever quando estou bem alegre. Acabo agradecendo a alegria murmurando um Sou Grata, que sai como um suspiro, mas terno e intenso, partindo de algum cantinho da minha alma.

Mas, hoje, estou perdida. Mergulhada em mim. Querendo banho de mar, abraçar árvore e receber cafuné. Enquanto eu não volto, escrevo mandando notícias de lá (daqui).


“Se me quiserem amar, terá de ser hoje, amanhã estarei mudada”

Lya Luft

Foto: Leyda Torquato (no rioetc)

1 comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Memórias natalinas

A Jornada de Renata Quintela ♥

Levando para a semana que começa a energia inspiradora da descoberta rica e preciosa da semana que acabou. ♥
A Jornada de Renata Quintella

Para Bertoli...

“A maior distância que eu já percorri foi entre minha cabeça e meu coração.”
- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

O encontro com o AMOR INCONDICIONAL... Foi marcante. De repente eu era a forma de amor que aquele ser humano tanto quis e nunca encontrou.…