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Pensando...




Uma foto me levou a revisitar emoções do passado e à citação acima da Clarice Lispector. Ainda me espanto em como encontro em seus textos uma tradução perfeita do meu jeito de amar e da intensidade da minha entrega!

Esta volta ao que já foi, me fez pensar em como eu vivo o amor: sem pensar muito, seguindo os impulsos do coração. Será que este traço meu deveria mudar ou ele é tanto minha essência, que não há o que fazer? Podemos mudar nosso sentir? Em um mundo em que entrega, amor, verdade, causam medo, seria o ideal, para (minha) sobrevivência, não? Temos medo de perder o controle, de expor nossa essência e isso tem tornado o amor algo regido por normas e convenções. Entrega e exposição não são possíveis neste jogo. Desnudar-se é pecado. Amar de forma padrão é (!) o certo...

Convenhamos que a carência universal que parece assolar o mundo pode ser uma armadilha para quem se entrega. Mas, será que não dá para ir até o outro, dar-se uma chance e descobrir se vale a pena ficar ou partir, conforme for? Muito racional, eu sei. Paradoxo total. É que penso que se todos fossemos fiéis ao que sentimos e verdadeiros com o outro, haveria menos corações partidos, menos lágrimas de tristeza, mais finais felizes...

Comentários

  1. Para amarmos de verdade, precisamos abandonar o medo. Eles não combinam. O medo da perda e da decepção travam a nossa entrega... e amor é entrega que nada espera. Amar por amar simplesmente.

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