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Pensando...




Uma foto me levou a revisitar emoções do passado e à citação acima da Clarice Lispector. Ainda me espanto em como encontro em seus textos uma tradução perfeita do meu jeito de amar e da intensidade da minha entrega!

Esta volta ao que já foi, me fez pensar em como eu vivo o amor: sem pensar muito, seguindo os impulsos do coração. Será que este traço meu deveria mudar ou ele é tanto minha essência, que não há o que fazer? Podemos mudar nosso sentir? Em um mundo em que entrega, amor, verdade, causam medo, seria o ideal, para (minha) sobrevivência, não? Temos medo de perder o controle, de expor nossa essência e isso tem tornado o amor algo regido por normas e convenções. Entrega e exposição não são possíveis neste jogo. Desnudar-se é pecado. Amar de forma padrão é (!) o certo...

Convenhamos que a carência universal que parece assolar o mundo pode ser uma armadilha para quem se entrega. Mas, será que não dá para ir até o outro, dar-se uma chance e descobrir se vale a pena ficar ou partir, conforme for? Muito racional, eu sei. Paradoxo total. É que penso que se todos fossemos fiéis ao que sentimos e verdadeiros com o outro, haveria menos corações partidos, menos lágrimas de tristeza, mais finais felizes...
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“A maior distância que eu já percorri foi entre minha cabeça e meu coração.”
- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

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