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Para que eu escrevo...

Outro dia, após ler o post Manifesto por uma internet com mais conteúdo, do blog Revista Temarama, que pede uma sinceridade, autencidade e qualidade nos conteúdos de internet, inclusive na blogsfera, parei para observar a trajetória dos meus blogs. 

Hoje, percebo que voltei para as origens, que escolhi, como finalidade do meu espaço: ser um diário pessoal. Contudo, andei um bocado de tempo afastada desta intenção. Por quê? Porque me deixei influenciar pelo que via e lia em outros blogs. Me desconectei de mim e da essência do meu blog.

No entanto, acredito mesmo que essa mudança de rota fez bem. Não acredito em perdas, NUNCA. Acredito em crescimento, em evolução na caminhada. Afastar-me de quem eu sou, na escrita, me permitiu um olhar mais atento, hoje, sobre o que quero escrever. Minhas palavras, as palavras que eu escolho, bem ou mal escritas, têm que refletir quem eu sou, o meu momento, a beleza que eu vejo ou a felicidade ou a tristeza que eu vivo. Não quero inventar nada para publicar conteúdos vazios de mim. 

Quando eu sento diante do computador, para escrever, é de forma tranquila e na certeza de que é a minha verdade - que é transitória, que sou humana! - que será publicada neste meu espaço sagrado. Nada que seja para agradar os outros - embora escrevo para mim e para os outros. Nada que não seja Gleide.


Fruto de um bate-papo sobre nossa intenção com a escrita.


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- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

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Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

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