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Gladiador

“Nada acontece a alguém que a natureza não o tenha preparado para aguentar.”

Imagem: Google


 Rever o Gladiador provocou algumas reflexões aqui. Sensações e impressões não percebidas em outras ocasiões em que assisti ao filme.

A primeira reflexão que me veio à cabeça foi a constatação do quanto a humanidade caminhou para estar aqui, às portas de 2012. Das conquistas sangrentas e bárbaras do Império Romano – e as anteriores a estas –, para um mundo onde há voto e escolhas populares. Ainda há guerra, em muitos cantinhos da Terra, há crueldade ainda (estupros coletivos, genocídios) mas nada parecido com as cenas iniciais do filme. Por mais que nos assustemos com as barbaridades que assistimos na televisão (EU não assisto!), evoluímos.

Por outro lado, a sede do povo pela morte nas arenas, o matar por matar, lembrou-me que muitos permanecem ligados nesta energia. Por época do julgamento dos assassinos da Isabela Nardoni, impressionei-me com a ‘sede por sangue’ – maquiada em ‘sede por justiça’ – que observei nas pessoas que aguardavam do lado de fora do Fórum de Santana. ASSUSTADOR! Digno mesmo de expectadores das lutas nas arenas, dos que gostavam assistir ao julgamento de ‘bruxas’, enforcamentos e afins. Quanto a isso, continuamos lá atrás.

A despeito destas reflexões, o que mais me encantou em o Gladiador é a ligação do General Máximus com a Terra... a plantação de trigo, o olhar para seu cachorro, o se ligar a Mãe Terra antes das batalhas, esfregando um pouco de terra nas mãos... É uma conexão das mais lindas! Não tive esse olhar para o filme em outros momentos. Claro que porque a Gleide que assistiu outras vezes não é a mesma de hoje. Reverencio esse ser multidimensional que sou, mas gosto mais ainda dessa consciência que eu sou hoje.

Poderia ficar falando aqui sobre valores, caráter, dignidade, lealdade, justiça... enfim, o aprendizado com o filme é grandioso. Cabe a cada um assistir e abrir o coração para o que esse filme tem a ensinar.

“O que fazemos em vida, ecoa na eternidade.”

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