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A caminhada...

Foto: Gleide Morais

O estado desejado...

"O lar é a pura vida instintiva que funciona tão bem quando uma engrenagem bem azeitada, onde tudo é como deveria ser, onde todos os ruídos parecem certo, a luz é boa e os cheiros nos acalmam em vez de nos deixarem alarmadas. (...) O que é essencial é qualquer coisa que propicie o equilíbrio. O lar é isso.

Não há só tempo para contemplar, mas também para aprender e descobrir o esquecido, o enterrado, o que está fora de uso. Ali podemos imaginar o futuro e também nos debruçar sobre os mapas das cicatrizes da psique, descobrindo o que levou ao quê e onde iremos em seguida.(...)"

O caminho necessário...

"Para outras, porém, o lugar de onde elas podem mergulhar precisa estar livre até mesmo da menor interrupção. (...) Para este tipo de mulher, a entrada para o lar profundo é evocada pelo silêncio. (...) Silêncio Absoluto, com S maiúsculo e A maiúsculo. Para ela, o barulho do vento passando por um grande bloco de árvores é silêncio. (...) o ruído de um córrego da montanha é silêncio. (...) o trovão é silêncio. Para ela, a ordem natural da natureza, que nada pede em troca, é o silêncio revigorante. (...)"

(Fragmento extraído de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés. Conto Pele de Foca, Pele da Alma - A Volta ao Lar: o retorno ao próprio Self)
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“A maior distância que eu já percorri foi entre minha cabeça e meu coração.”
- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

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