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A caminhada...

Foto: Gleide Morais

O estado desejado...

"O lar é a pura vida instintiva que funciona tão bem quando uma engrenagem bem azeitada, onde tudo é como deveria ser, onde todos os ruídos parecem certo, a luz é boa e os cheiros nos acalmam em vez de nos deixarem alarmadas. (...) O que é essencial é qualquer coisa que propicie o equilíbrio. O lar é isso.

Não há só tempo para contemplar, mas também para aprender e descobrir o esquecido, o enterrado, o que está fora de uso. Ali podemos imaginar o futuro e também nos debruçar sobre os mapas das cicatrizes da psique, descobrindo o que levou ao quê e onde iremos em seguida.(...)"

O caminho necessário...

"Para outras, porém, o lugar de onde elas podem mergulhar precisa estar livre até mesmo da menor interrupção. (...) Para este tipo de mulher, a entrada para o lar profundo é evocada pelo silêncio. (...) Silêncio Absoluto, com S maiúsculo e A maiúsculo. Para ela, o barulho do vento passando por um grande bloco de árvores é silêncio. (...) o ruído de um córrego da montanha é silêncio. (...) o trovão é silêncio. Para ela, a ordem natural da natureza, que nada pede em troca, é o silêncio revigorante. (...)"

(Fragmento extraído de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés. Conto Pele de Foca, Pele da Alma - A Volta ao Lar: o retorno ao próprio Self)

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