É preciso enxergar sem preconceitos a palavra EXPIAÇÃO. Expiação não é dor, sofrimento, lágrimas derramadas. A expiação é fonte de aprendizado, de evolução. É certo que não somos seres feitos para sofrer, contudo, se escolhemos crescer por meio desse recurso – sim, a escolha é nossa – que possamos abrir os olhos e o coração ao conhecimento que os momentos de expiação permitem nos ensinar. Porque no fundo, no fundo, tudo é PERMISSÃO: à dor e à felicidade.
Cresci ouvindo críticas sobre qualquer atividade, objetivo, sonho que eu me propunha fazer. Desde cozinhar o arroz até a intenção de morar sozinha ou estudar fora, sempre ouvia conselhos desestimulantes ou críticas nada construtivas, lembrando da minha incapacidade de realização - seja do que fosse. E ainda ouço. Levei anos para criar coragem e cozinhar para outras pessoas. E, gente, eu cozinho bem! Não, este não é um post para falar mal de mãe ou pai. Cada um dá ao mundo aquilo que recebeu e soube transformar ou não. Aos trinta e oito anos, entendo isso com uma clareza! Sinto não ter esta maturidade tão mais cedo. E sou grata aos meus pais por tudo o que puderam fazer por mim. Além de demorar a cozinhar para amigos, demorei a fazer faculdade, não saí de casa até hoje, sempre tive problemas para me relacionar, desenvolvi dois problemas sérios - demorou a entender que eram problemas: compulsão e complexo de inferioridade. Apesar de ter começado a encarar de frente este...
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