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Friozinho na barriga...

Friozinho na barriga...

"[...] _ Francisco Coutinho Gaivota, você quer voar?
_ SIM, EU QUERO VOAR!
_ Francisco Coutinho Gaivota, você quer voar tanto que perdoará o bando, e aprenderá, e voltará um dia para ajudá-los a saber?
Era impossível mentir àquele magnífico e hábil ser, por muito que um pássaro como Francisco Gaivota se sentisse cheio de orgulho e de mágoa.
_ Quero - disse suavemente. [...]"

(BACH, Richard. Fernão Capelo Gaivota. São Paulo: Círculo do Livro, 1970)
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- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

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