Pular para o conteúdo principal

Gratidão...

Pela vida de ontem, pela infância simples, pelas brincadeiras de criança na rua, em total liberdade e segurança, como hoje quase não há, gratidão. Pela comida no prato, simples, mas que nunca faltava, gratidão.

Pela adolescência de tantos contrastes, de tantos conflitos e tantas descobertas, gratidão. Pelas amizades que perduram até hoje e pelas feitas no caminho, anteontem, ontem e hoje pela manhã, gratidão. Pelos que estão sempre comigo, presencialmente, virtualmente e, sempre, amorosamente, gratidão.

Gratidão pela sede de saber, de conhecer, de ver mais, de ir além. Gratidão pela vontade de viver, de crescer, de evoluir. Gratidão pela falta de mesmice, pela ausência de acomodação, de senso comum. Gratidão pelos medos, pelos erros, pelos obstáculos e pela certeza de que sempre é tempo de recomeçar e fazer o novo, e fazer o certo, e errar menos e quando de novo errar, saber que algo ainda precisa ser apreendido e aprendido.

Gratidão pelas dúvidas que me norteiam, pelos credos nos quais acredito, pela oportunidade de sempre poder voltar atrás, de sempre poder mudar de opinião e entender que isso não é ser volúvel. É saber se permitir às mudanças porque a vida é inconstante e mutável e que, como parte dela, eu assim também o sou.

Gratidão por me saber humana, mulher, partícula divina, sagrada como o Todo ao qual pertenço. E por saber que, se erro, se caio, se fraquejo, posso me perdoar e me amar com todas as minhas imperfeições, porque me encontro aqui para apurar meu espírito e meu coração.

Gratidão por saber olhar para trás e reconhecer minhas tristezas, minhas alegrias, minhas perdas, meus ganhos e ser feliz por tudo. E ser feliz pela vida que tive, que tenho e que terei. Gratidão.
1 comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Memórias natalinas

A Jornada de Renata Quintela ♥

Levando para a semana que começa a energia inspiradora da descoberta rica e preciosa da semana que acabou. ♥
A Jornada de Renata Quintella

Para Bertoli...

“A maior distância que eu já percorri foi entre minha cabeça e meu coração.”
- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

O encontro com o AMOR INCONDICIONAL... Foi marcante. De repente eu era a forma de amor que aquele ser humano tanto quis e nunca encontrou.…