Eu leio o mundo

Eu leio o mundo. Alguns podem estranhar essa expressão, mas é algo que muitos, milhares fazem todo o dia. A quantidade de informações a que somos submetidos diariamente - e não falo aqui apenas de jornais, revistas, telejornais, internet - é enorme. Vamos digerindo, assimilando, incorporando... ou não.

Ler o mundo cabe muitos significados. Um professor, da época de faculdade - e grande mestre - sempre dizia a nós, seus alunos e futuros educadores, que para ser professor era necessário ir além de dominar a disciplina que trabalharíamos em sala de aula. Um professor tem que ser um  leitor voraz do mundo. Saber passar por vários universos para dialogar com seus alunos. E como o mundo muda - desculpem-me, mas adoros clichês - temos que diariamente buscar nos atualizar também.

Muito antes de me tornar educadora, eu já sentia prazer em ler o mundo. Tantas e muitas informações, sobre universos diferentes, sempre me fascinaram. E me confundiram e sufocavam[risos]. Porque ao tomar doses diárias de ideias diferentes era necessário expor a outras pessoas o que me deixava extasiada, o que era interessante, o que era triste, e até repulsivo também. Sou daquele tipo de seres que está falando sobre futebol, muda para dança, fala de um livro que está lendo, elogia a cor de um esmalte, comenta sobre os esportes de aventura e a minha vontade de ser triatleta, mesmo sem saber andar de bicicleta... etc. Confusos?! Imagina quem conversa comigo?!

Lembro que em janeiro, de férias em Paraty, comentei com uma amiga que eu precisava fazer alguma coisa com o amontoado de informações que eu tinha. E esse comentário foi consequência da leitura de duas revistas - adoro revistas - que estava lendo. Naquele primeiro momento pensei em um blog - escrever, outra coisa que adoro! Mas, um blog sobre o quê? Beleza?- já existem tantos. Moda? -  a lista de otimos blogs é enorme também. Livros, músicas, outros blogs? Até escrevi um pouco sobre no meu diário virtual Princesa Greide. Mas, no final das contas, acabei arquivando essa ideia e até a esqueci.

Hoje, lendo a edição de agosto da revista Vida Simples, caí de novo na mesma reflexão: diante de mim, uma série de artigos, dicas diferentes; como poderia eu compartilhar aquilo tudo que me interessa com outras pessoas? Um blog, é claro!

Como escrevi anteriormente, eu já possuo um blog. Que tinha mais a intenção de ser meu diário pessoal, mas que estava me servindo mais como um cantinho para reproduzir ideias - bacanas - de outras pessoas. Minhas próprias loucuras e viagens quase não têm mais espaço lá. Necessário criar um espaço para divulgar o universo de temas que eu acho interessante. Daí surgiu o Eu Leio o Mundo. Para mostrar o quanto o mundo é vasto em ideias, ideiais, sonhos, utopias, músicas, livros, blogs, esportes, aventuras, viagens, etc.

Está aqui, nascendo, brotando o Eu Leio o Mundo. Sem grandes ambições, além de divulgar tudo o que eu acho interessante, últil, bacana. Para mostrar ações que têm intenção de transformar o mundo. Para falar de pessoas que eu admiro. Para denunciar quem me envergonha. Para falar de leituras, de artistas, de músicas, de filmes que eu gosto. Para eu exercitar um cadinho meu gosto pela escrita.

Bem vindos!
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