Pular para o conteúdo principal

Momento EU

Nasci sob o céu de capricórnio, mas sou iluminada pelo sol de sagitário e levo o coração inspirada pelo luar de câncer. Isso quer dizer que sou do signo de capricórnio, ascendente em sagitário e lua em câncer - Sim, tenho mania de explicar tudo. Sou sempre a mesma e, ao mesmo tempo, sempre várias mulheres.

Paulistana desde que nasci no tradicional bairro da Barra Funda, apaixonada pela minha cidade, por meu país e, sobretudo – sorry, bairristas – pela Cidade Maravilhosa. Com certeza, carioca ou fluminense em outra encarnação; nesta, de coração.

Torcedora do Tricolor do Morumbi, do Fluminense, do Atalanta (Itália), e do Bayer de Munick (Alemanha), já fui mais fã do nobre esporte bretão. Adoro o universo esportivo e tento manter o ritual de tomar o café da manhã de domingo na cama, assistindo ao Esporte Espetacular. Dos 6 aos 20 anos, não perdia uma corrida de Fórmula I. Niki Lauda, Alain Prost, Keke Rosenberg, Gerard Berger, Piquet, Mansel e Senna foram meus ídolos. No mar, adorava ver os “dropes” de Fabio Gouveia, Teco Padaratz e Tom Curren. Vi Lincoln Ueda se tornar um dos melhores skatistas do mundo, antes de me tornar fã de Mineirinho. No saibro ou na grama, Pete Sampras, Jaime Oncins, Agassi e Boris Becker. Mas, meus olhos brilhavam mesmo ao ver Brian Boitano deslizar no gelo sobre os patins.

Não sou apenas expectadora dos esportes. Já nadei, pratiquei ginástica aeróbica (nada mais anos 80! Rs..), step, jump, spining, localizada, alongamento, musculação etc. E, às vezes, mais de uma modalidade no mesmo dia. Mais rata de academia, impossível! Hoje, após uma fase de sedentarismo, sou fã da caminhada e me comprometi com um casal de amigos de integrar o grupo de corridas do qual fazem parte.

Paixão mesmo, dessas de perder o fôlego, sempre foi pela dança. Pequena, assistia os clássicos do balé na Cultura. Fui crescendo e me deliciando ao ver Flashdance, Grease, Dirty Dancing... Sem perder de vistas os clássicos com Fred Asteire. Queria dançar, mas, achava que era velha demais. Bobagem! Aos 20 e poucos anos realizei meu sonho e entrei para um grupo de dança expressiva. Subir ao palco e fazer algo que amava foi uma das maiores e melhores emoções da minha vida. Não tenho o talento da Ana Botafogo, nem ao menos sou clássica, mas pude expressar minhas emoções através da dança. Os anos no Atmajda foram lindos, cheios de calos nos pés, hematomas no corpo e um prazer indescritível ao conseguir realizar um movimento que parecia impossível. A dança me ensinou a cair, a me jogar no chão e isso eu levei para a vida. Cair e levantar. A vida é assim e é preciso saber que ninguém foge a isso; é necessário sabedoria e humildade para aprender, para ouvir o que está errado e tentar corrigir.

A música é outra grande paixão. Sim, sendo muito clichê, minha vida tem trilha sonora. E ela é muito diversificada. Vai de Chopin a Metálica, passando por muita Marisa Monte, incluindo até Chiclete com Banana. Não gosto de música sertaneja, mas adoro uma moda de viola. Cresci ouvindo partido alto e descobri que não há nada como um ensaio de escola de samba, quando o som da bateria (alma de qualquer agremiação) faz o coração quase sair pela boca.

Não concebo a vida sem música. Assim, como não a concebo sem livros, sem Clarice Lispector e Fernando Pessoa, escritores que souberam traduzir perfeitamente a alma controversa de nós, pobres mortais. Não dá para viver sem me reunir com os amigos. Ah! Confesso que sem internet, também é difícil!

Vivo em uma busca pela evolução da minha própria espécie - espécie paulistana-cidadãdomundo-Gleides. Estou aprendendo a aceitar de que sou merecedora de tudo de bom que a vida me oferece. Não esqueço nunca de agradecer a Deus por tantos momentos transformadores pelos quais venho passando. E nem de agradecê-Lo pela beleza de um banho de cachoeira, pela vista da Cidade Maravilhosa sobre o Corcovado, quando podemos nos dar conta da nossa pequeneza diante do Divino, pela oportunidade de nadar com uma tartaruga em Arraial do Cabo, pelo prazer de caminhar descalça nas areias das praias de Ubatuba, pelo nascer e pôr do sol, pela chuva que cai... Apesar de tudo, há ainda muita beleza na vida.

Choro ao ver jornal, assistindo a filmes ou a novelas. Choro de alegria, não só de tristeza. Chorar pode ser para celebrar a vida ou para lavar a alma. Renasci gargalhando e esse é o melhor momento desta minha nova vida. Escrevo, leio, ouço, observo. Aprendi a olhar nos olhos e, mais importante ainda, a me enxergar. Busco o equilíbrio na vida, porém ainda estou engatinhando. Sei que tenho a eternidade a minha frente, mas tento fazer tudo da melhor maneira hoje.

Sou clichê, emotiva, amiga, me interesso por um universo diverso de coisas e isso me deixa um pouco confusa às vezes. Já quis ser secretária (e fui!), arqueóloga, professora (acabei de me tornar), bailarina, atriz, escritora e quero estudar Psicologia, História, Filosofia e o que mais aparecer na minha frente e eu achar interessante.

Gosto de falar de mim. Talvez porque tenha vivido anos sem me ver e hoje preciso exercitar essa faceta. Tenho a pretensão de um dia aprender a escrever bem para poder escrever sobre a vida, sobre as lições que tantos professores nos ensinam.

O que já aprendi é que somos partículas divinas, partes de Deus e que, para que o Universo esteja em equilíbrio, é necessário que essas partículas que somos nós estejam bem.

"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar."
- Clarice Lispector
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Memórias natalinas

A Jornada de Renata Quintela ♥

Levando para a semana que começa a energia inspiradora da descoberta rica e preciosa da semana que acabou. ♥
A Jornada de Renata Quintella

Para Bertoli...

“A maior distância que eu já percorri foi entre minha cabeça e meu coração.”
- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

O encontro com o AMOR INCONDICIONAL... Foi marcante. De repente eu era a forma de amor que aquele ser humano tanto quis e nunca encontrou.…