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Ainda preferimos a vingança que à justiça.


Tenho a impressão que reduzir a maioridade penal é, como taaantas outras medidas que consideramos corretas em sociedade, jogar mais uma das 'mazelas' que produzimos para baixo do tapete. É esconder nossas 'vergonhas'. Sim, porque você e eu não vivemos em uma ilha. Viver em sociedade é responsabilizar-se pelo todo.  Portanto, tudo o que acontece é consequência dos nossos atos - e de tudo o que deixamos de fazer também.

Na educação - e fora dela - vi e vejo tantos maus exemplos para os jovens. Exemplos que partiam de mães, de pais, tios, professores e outros adultos considerados responsáveis. Ouvi meninos dizendo que não têm sonhos. Ouvi meninos dizendo que seu sonho era ter idade para carregar caixa de ovo na feira. Ouvi um menino de 17 anos, que não sabia escrever seu nome, recortar a foto de uma geladeira e justificar, dizendo que, para ele, todo mundo deveria ter comida em casa. Eu digo: ele não tinha comida, água, luz, exemplos.

Enfim. São minhas impressões. Fruto da minha visão de mundo, das minhas crenças, dos meus valores. As da Eliane Brum são mais técnicas, mas representam o mesmo que eu penso: sou contra a maioridade penal.

E fica um desabafo: disso tudo o que tenho visto, deduzo que ainda preferimos a vingança que a justiça.

"(...) A questão, de fato, é que nem o Estado, nem a sociedade, se responsabilizam o suficiente pela nova geração de brasileiros.
Educa-se também pelo exemplo. Neste caso, governantes e parlamentares poderiam demonstrar que têm maioridade moral cumprindo e fazendo cumprir a lei cujo rigor (alguns) querem aumentar."  


Para ler o artigo completo da Eliane Brum, clique AQUI

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