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Enquanto chovia, eu vivia poesia


Já que a Sumaré estava parada e ir para casa pelo caminho diário seria uma odisseia, escolhi a caminhada, sob a chuvinha que caía, até o metrô.
  
Mudar o caminho de todo o dia apura olhar e percepções. É um passeio dentro do cotidiano. Eu gosto. E, já que a quebra da rotina estava estabelecida, por que descer em Santana, destino natural? Mudei também. 

Desci no Tietê, também porque senti saudades de um milk shake do Bob's - momento merchan gratuito! ;o). Vi os viajantes que iam e chegavam. Fiz um passeio por aqueles espaços. Entrei na loja de revistas, que sempre visito quando saio em viagem pela maior rodoviária do país. Pensei que parecia programa de índio, se eu contasse para alguém, numa conversa corriqueira. Não era.

E vim embora, após satisfazer o desejo de arrastar minha saia comprida por aí. No ônibus, um moço levava um 'ciello'. Fiquei encantada. E dizem que a vida não tem poesia.


Foto: Gleide Morais + Instagram

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- Tadashi Kadomoto


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Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

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