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Saudades do sabor de jambo...

Imagem: daqui


A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha. 
[Chico Buarque]

Saudades do sabor de jambo da minha infância. Adorava aquela frutinha doce e oca, que brotava na árvore que tinha na casa da avó da Solange! Saudades de brincar de piquenique no quintal arborizado e florido da casa da Regiane, com as goiabas, mexericas, tomates e verduras - lembro tanto do espinafre! - que colhíamos na hora . De comer manga recém-tirada do pé. 

Saudades de brincar pelos quintais da infância, de correr de um lado para o outro, naquela imensidão de espaço que não temos hoje. Dos risos largos da menina tímida. De pular amarelinha. De me fascinar com o tamanho de um caminhão ou trator que passava na rua de paralelepípedos da minha infância.

Saudades do medo que tínhamos, eu e as crianças da rua, do Astor, o pastor alemão que morava na casa chique da rua. Ele nos amedrontava do mesmo jeito que nos fascinava. Até hoje, amo pastor alemão por causa dele, que uma vez tentou me morder na rua. 

Saudades de colocar o salto alto da mãe, para me achar mulher. As pulseiras, a maquiagem e o perfume completavam o figurino, montado escondido dos olhares maternos. 

Saudades daquela felicidade tranquila, renovada a cada manhã de brincadeiras. Relembro, revivo e me nutro, para diminuir a tristeza que, hoje, está no peito. 

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