Para sempre APRENDENTE...

E depois de um final de semana em que tudo o que li e vi tiveram muito a me ensinar, abro as As Cartas do Caminho Sagrado hoje e me deparo com a lição do Escudo do Sul (Inocência/Criança Interior), que veio coroar a soma dos aprendizados do final de semana.

Estou tentando viver um período de autenticidade, rompendo com paradigmas, desapegando do que é importante para o outro e não para mim. MAS, há muito caminho ainda a percorrer e há muito ainda a aprender. Como em A Autobiografia em Cinco Capítulos, eu caio no buraco ainda, muitas vezes, mas sei que é culpa minha.

Ouvir a intuição, a voz da criança interior já não é desconhecido para mim, mas também ainda não é fácil. O olhar do outro, o olhar do mundo, ainda pesa sobre minhas atitudes. Mas, UFÁ!, que bom que eu consigo enxergar isso. O exercício maior parece ser o de lembrar-se sempre de quem - ou o quê - deve dirigir minha vida. E a resposta para essa pergunta é fácil: Eu.


“O primeiro caminho para compreender a sabedoria da criança é o espírito da jovialidade. (...) Se você puder rir das coisas que despem você de seu orgulho egocêntrico, reencontrará a inocência e a humildade. É a partir desse lugar de novos começos que todas as coisas tornam-se claras e repletas de verdade. A seriedade do adulto não terá como destruir seu relacionamento com os outros se você souber honrar a sabedoria que a criança possui, ao equilibrar sempre o lado sagrado com uma pitada de irreverência. Todas as coisas têm o seu lugar, e chegam a seu tempo, permitindo que o riso traga equilíbrio ao seu sentido interno de ver a vida.

(...) Quando você puder destruir a ilusão da imagem que criou para mostrar aos outros e voltar a ser você mesma, verá restaurada a sua inocência.

(...) existem muitas facetas – ou lados de nós mesmos – que estamos sempre exibindo para os outros. Isso quase sempre correspondia àquilo que queríamos que eles vissem.  Cada um dos modelos de rosto nos poderia trazer aprovação e aceitação. Eu percebi que a forma de recuperar a minha verdadeira imagem estava simbolizada na figura da menina. Esta criança interior representava a essência do início da minha vida e não carregava nenhum dos temores da minha vida adulta. Ela passaria a ser minha professora, ensinando-me a quebrar os espelhos da autoimportância e a rir das expectativas e das projeções que os outros colocassem em meu caminho, até que eu conseguisse voltar a ser eu mesma!

(...) Você não precisa afastar-se de sua inocência e beleza infantis só para satisfazer os outros. Trata-se de um presente que você poderá dar aos outros. Eles poderão refletir-se nesta sua atitude, para que deixem cair as máscaras de seus temores, e passem a enxergar que também possuem esta beleza toda dentro de sua própria criança interior. Assumindo a sua criança interior, você poderá recuperar a fé na Vida e recapturar a sensação do Maravilhoso que existe de no fato de estar vivo.

(As Cartas do Caminho Sagrado – Escudo do Sul)
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