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O resgate do feminino...

Há algum tempo, um amigo publicou o texto Cartas às Mulheres, em seu blog, no qual observava o quanto estamos nos distanciando de nossa essência feminina. Hoje, refletindo sobre minha caminhada e pensando no equilíbrio tão necessário entre anima (feminino) e animus (masculino), lembrei do texto dele, lá da Lojinha do Garimpo

Todos nós apresentamos os dois aspectos. A grande sacada é tê-los equilibrados em nossa personalidade. O aspecto anima latente nos dá intuição, por exemplo, quanto o animus, nos dá a agressividade necessária para determinadas situações na vida.

Mas, não quero fazer um mergulho na psicologia aqui. Quero apenas propor uma reflexão sobre quais papéis queremos assumir nesta vida. Tenho amigas suspirando por uma vida mais simples, mais ligada à nossa essência. Vejo mulheres que adorariam dedicar-se ao papel da mãe, sem a tortura de ter que abandonar seus filhos para voltar ao trabalho, mas que sentem-se culpadas por isso. Como se ser mãe e exercer o papel fundamental nos primeiros anos de vida de um indivíduo não fosse importante.

Como um dos resultados da falta de tempo para dedicar-se a ser mãe ou pela vontade de ser tão bem-sucedida como um homem, vejo inúmeras pessoas que sofrem atualmente pela falta de 'maternagem' - uma expressão muito utilizada por outro amigo, Augusto Vix, do blog Clube do Afeto e proprietário da Naturare. Sem a atenção, as carícias, o afeto, o amor da mãe, podemos nos tornar pessoas infelizes e extremamente carentes, carregando conosco um vazio, uma lacuna enorme que só poderá ser entendida e sanada SE resolvermos buscar ajuda.
Enquanto fui professora, deparei-me várias vezes com crianças e adolescentes extremamente ressentidos pela falta de atenção dos pais. Infelizmente, a grande maioria não são filhos programados de uma relação de amor e respeito. E, em sua maior parte, não têm a atenção que mereceriam, pois cabe a suas mães prover a família. As consequências de nossa ausência em suas vidas são desastrosas; a falta de valores é só uma delas.

Que fique a reflexão. Olhando cá, para a vidinha que sou eu, acolho e honro a presença feminina. Mesmo porque, com ela enfraquecida, relegada ou esquecida, meu lado masculino perde força. É um casamento, uma parceria. Simples assim.

Em tempo: CLARO que são muitas as implicações de desprezarmos nossa essência feminina. Escrevi sobre o que mais me afetou e sobre observações do meu cotidiano.

Foto: Camila Rocha
Achei essa imagem do Mino, cheirando uma tulipa, MUITO significativa para ilustrar um encontro equilibrado entre feminino e masculino. :)

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