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Basta acreditar...

Hoje eu chorei e não tenho vergonha de dizer isso. Chorei, não porque estava triste ou infeliz. As lágrimas visitaram meus olhos (esse meu lado clichê!) porque me emocionei com algo que vi.

A área da educação em São Paulo – principalmente a estadual – está um caos. De um lado, uma política educacional feita para a escola ideal, que ainda não existe, e de outro, famílias desestruturadas que não amparam, educam ou amam seus filhos. Como consequência desse quadro, temos muitas crianças e adolescentes desinteressados, ingressos nas escolas apenas por ser uma obrigação exigida e para que não recebam a visita do Conselho Tutelar (lembrando: é direito de toda criança estar na escola e é dever dos pais viabilizar esse direito, está lá no ECA).

Apenas quando vivemos em um ambiente escolar, entendemos a falta de interesse dos estudantes. Soma-se a isso, o desinteresse de alguns gestores e educadores. Vira um círculo vicioso: os alunos desmotivados (em vários setores de sua vida tão nova), desmotivam professores, que desmotivam os poucos alunos motivados, que desmotivam os poucos professores motivados, que desmotivam... A indisciplina, deixo de lado, por ora.

Paremos tudo! Hoje eu me emocionei, lembram? A causa foi ver e SENTIR que esses alunos, que tantos consideram incapazes e descomprometidos, são capazes de trabalho, de poesia, de música, de arte... Eles, apesar de receberem pouco da vida e de nada esperarem dela (absurdo!), são inspiradores quando solicitados, quando tratados com afeto, quando ouvidos.

Foi assim que meu coração sentiu que estou no lugar em que deveria estar. Que, se eu acredito e possuo um olhar mais compreensivo, eu tenho que continuar. Se ainda houvesse dúvida sobre minha escolha – sou professora “fresca”, ainda – ela morreu hoje. Porque ainda há Alines – professora querida, que, mesmo solitariamente, tenta fazer a diferença – e há alunos que seguem a professora que os tratam com carinho e respeito.
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