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Divagações sobre processos evolutivos ou qualquer título que você ache mais adequado...

Foto: Google



Nos processos de evolução que buscamos pela vida aprendemos que os acontecimentos que nos cercam refletem nossas energias, nossos atos, nossos comportamentos. Lei de causa e efeito. Quando estamos engatinhando nesses processos nos maravilhamos com essa definição, porque descobrimos que tudo depende apenas de nós, de nossas vibrações e temos pensamentos como: “Cara, vou fazer o bem e sorrir o tempo todo para só atrair coisas boas para a minha vida!”. Eureka! Descobrimos o caminho para o tão sonhado Eldorado.

Acontece que no temido dia a dia, esquecemos por completo dessa premissa. Porque se fosse tão fácil, estaríamos já em outro patamar de evolução, certo? Mas, é em nosso cotidiano que mais precisamos exercer este e outros aprendizados e aí descobrimos que nem todos estão na mesma sintonia, nem todos querem saber se você pretende evoluir ou não. Como pode ser complicado. E vemos que, muitas vezes, essa busca é solitária, pelo menos a principio, porque temos que tratar primeiro de nossa casa, nossa essência. Imagina deixar cair um olhar afetuoso, carinhoso sobre quem nos maltrata, nos responde agressivamente (de forma física ou verbal)? O exercício é árduo...

Porém, enquanto vamos caminhando e vencendo as batalhas cotidianas, vamos avistando um ser aqui e outro ali que estão na mesma sintonia. E vamos tecendo amizades, agregando mais companheiros à caminhada e, ao olharmos pros lados, vemos que nossa busca não é mais solitária e que – muitos – outros compartilham dos mesmos sonhos que os nossos. E que ao falar de processos evolutivos, afetividade, buscas não receberemos de volta olhares céticos e irônicos. E isso é bom. Aquece alma, coração.

Junto a nossas buscas, aos valores que vamos agregando, ao conhecimento que vamos adquirindo, vem outra coisa muito importante. Responsabilidade. A partir do instante que nos apropriamos dos saberes – intelectuais, morais, espirituais – recebemos também a responsabilidade de saber que, se cairmos no caminho, se falharmos com os outros ou com nós mesmos, já éramos possuidores das ferramentas necessárias para evitar esses percalços. Crescer demanda responsabilidade. E, algumas vezes, por medo, algumas pessoas decidem parar suas buscas. Medo de crescer, de conhecer, de ser responsável por suas escolhas.

Não são raras as vezes que queremos voltar no caminho da evolução. Seria possível retroceder? Parece-me que não. Conseguimos retardar a nossa evolução, mas não andar para trás. E a que preço? Dor, sofrimento. Um dia, viramos uma esquina da vida e... explosão! Algum acontecimento nos trás de volta ao caminho evolutivo. Que poderíamos ter percorrido de forma mais tranquila. Porque, mesmo que na maioria das vezes procuremos o caminho da dor, acredito que possamos evoluir no amor. Somos partículas divinas, parte de algo sagrado. Nossa essência não deve ser o sofrimento.

Claro que tropeçaremos muitas vezes ainda. O bacana é assumir a responsabilidade pelos erros. E pelos acertos. Apesar de sermos partes de algo maior, estamos aqui em busca de nosso aperfeiçoamento. Temos muitos degraus a subir ainda. Alguns já perceberam e estão muitos degraus acima, outros acordaram a pouco para seus anseios, mas penso que todos nós um dia estaremos na mesma escada, conscientes das buscas que precisamos realizar, lutando para chegar a seu topo, auxiliados pelos que estão acima, auxiliando os que vêm depois. Coletivamente.


Gleide Morais, feliz, em processo de resgate dela mesma e procurando entender seu papel no mundo...
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