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Desapegar...

"Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem."
(Ana Jácomo) 

Desapegar é um ato difícil. Algo que realizamos diariamente, desde que nascemos e caminhamos em busca de nossa evolução – de forma consciente ou não. O desapego, aparentemente, pode causar dor, causar tristeza. Afinal, quem gosta de abrir mão de algo ou de pessoas que remetam a momentos de felicidade? 

Sejam pessoas, sentimentos, emoções, desejos, objetos, lugares, abrir mão é algo extremamente doloroso. Porém, muitas vezes não queremos desapegar apenas por vaidade, capricho em TER. Não queremos deixar de ser importantes para esta ou aquela pessoa. Não queremos dar outra utilidade para objetos que hoje são inúteis e que podem ser muito úteis à outras. Não queremos dar um passo em busca da felicidade e sair da tristeza, por medo de perder o “afeto” alheio. Há pessoas que sentem que se estiverem bem, deixarão de ter atenção de outros, consolando, cuidando, mimando. Contraditório, mas acontece.

Contudo, para quem se propõe a ACEITAR que as mudanças são necessárias para nosso crescimento, desapegar é um exercício libertador. E nenhum pouco triste. E isso ocorre quando nos PERMITIMOS romper com as correntes que nos prendem ao passado, romper com pessoas que foram, e são, importantes, mas que devem seguir caminhos distintos do nosso. Quando deixamos para trás emoções e sentimentos que já cumpriram seu papel em nossas vidas. Quando PERMITIMOS que o velho vá embora e ABRIMOS espaço para o NOVO.

Basta abrir os olhos – e o coração – e enxergar ao redor. Quantos novos amigos conquistamos quando caminhamos? Quantas experiências novas vivenciamos? Acaso deixamos a felicidade para trás quando buscamos experiências novas?

A vida está aí para nos mostrar o quanto mudar é bom, caminhar para o novo nos renova e se abrir para as pessoas, emoções, sentimentos e oportunidades que aparecem só nos trás benefícios diversos e crescimento. Basta PERMITIR-SE...


"Eu aprendi com a primavera a me deixar cortar e voltar sempre inteira."
(Cecília Meireles) 
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