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A Menina que Roubava Livros




Esse é para chorar muito. Pelo menos para os muito sensíveis, como eu. “A menina que roubava livros”, Editora Intrínseca, de Markus Zusak, foi a obra que me fez ter um olhar de compreensão e cumplicidade para um lado da Alemanha nazista que eu nem sequer (vergonha) julgava existir: a dos alemães pobres (paupérrimos) tão vítimas da guerra como qualquer não-ariano. 


A menina que roubava livros” é Liesel Meminger, alemã de origem humilde, filha de comunistas, que tem seu primeiro contato com a Morte (assim mesmo, personificada) ao presenciar a morte de seu irmão, quando ambos estão sendo levados para adoção. A Morte é narradora da história da pequena Liesel e de todas as mazelas de que os seres humanos são capazes. O fato de apresentar uma narradora tão inusitada torna a leitura ainda mais interessante. Longe daquela figura terrível e macabra, a Morte é um ser que se compadece da capacidade (!) do homem de causar o mal.


Linhas belamente escritas tratam das amizades de Liesel com seu pai adotivo, Hans Hubermann, seu amigo Rudy Steiner, com a mulher do prefeito e a surpreendente amizade com o judeu do porão, Max Vandenburg.


Por que ler “A menina que roubava livros”? Para não nos distanciarmos nunca de nossa humanidade.

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