Pular para o conteúdo principal

Momento poesia - Carlos Drummond de Andrade...

Canção Amiga
Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.
- Carlos Drummond de Andrade
Faz tempo que não mergulho nesse universo. Não escrevo poesias, já até me arrisquei, porém sabemos quando temos ou não certas habilidades. Essa eu sei que não tenho. Prefiro então homenagear os – brilhantes – que já existem.

Amo Carlos Drummond de Andrade. Mais que qualquer outro. Adoro sua poesia do cotidiano e sua simplicidade.

Na adolescência, época das famigeradas agendas, eu recheava as minhas de recortes de revistas. Sempre presentes muitas poesias: Mário Quintana, Cecília Meirelles, Fernando Pessoa e muito, muito Drummond. Época boa, de poesia recheando a minha vida!

O outono chegou. Chegam juntos os momentos reflexivos, de introspecção. Por que será que as épocas frias do ano são assim representadas para algumas pessoas? Não sei. Para mim, tem esta significação.

A música abaixo - linda! - encontrei na página pessoal de um colega de faculdade. Traduz o outono para mim. Tomei-a de presente!


Amar se aprende amando
- C.D.A.



Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Memórias natalinas

A Jornada de Renata Quintela ♥

Levando para a semana que começa a energia inspiradora da descoberta rica e preciosa da semana que acabou. ♥
A Jornada de Renata Quintella

Para Bertoli...

“A maior distância que eu já percorri foi entre minha cabeça e meu coração.”
- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

O encontro com o AMOR INCONDICIONAL... Foi marcante. De repente eu era a forma de amor que aquele ser humano tanto quis e nunca encontrou.…