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Eu abraço árvores...




Eu abraço árvores. Faço parte de uma legião de loucos amantes da natureza que ama a troca de energia que podemos manter com ela.

Eu converso com plantas, com flores, com gatos e cachorros (sem citar outros seres vivos) que cruzam meu caminho.

Algumas – pena que poucas vezes – eu converso com o sol que me aquece ou com a própria natureza a caminho do trabalho.

Adoro pisar descalça na grama. Deixar neuras, estresse, energias negativas se esvaírem ao toque de cada passo que dou.

Adoro caminhar na praia com a água do mar batendo em minhas pernas, relaxando os músculos, as tensões, sentindo que a vida faz parte de cada molécula do meu ser.

É verdade que sou urbana. Que amo – desculpe ser óbvia – a selva de concreto em que nasci, me criei e vivo. Por amar São Paulo é que gosto tanto do contato com a natureza. Para manter o equilíbrio. Para não querer sair correndo daqui quando passo uma hora e meia presa no trânsito, em pleno verão paulistano.

Gosto do verão por isso. Porque me permite manter contato com a natureza. Porque me lembra que sou um ser vivo e não um robô automatizado que acorda cedo, vai ao trabalho, à faculdade, volta para casa para dormir muito tarde sem perceber a vida a sua volta.

Se há algo fundamental para a Gleide hoje em dia é viver. Aproveitar ao máximo as oportunidades de crescimento e de curtição que a vida oferece! Não tenho deixado passar nada em branco, desde que não me agrida. Procuro abraçar a vida ao máximo: os novos amigos que se achegam, os velhos amigos que retornam, as viagens que aparecem, as oportunidades de ficar um dia inteiro de bobeira curtindo o ócio, como fiz hoje.


"Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem - não foi homem,
Só passou pela vida - não viveu."
- Francisco Octaviano
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- Tadashi Kadomoto


Lembro que eu queria surtar. De verdade. Queria surtar para que me internassem e me deixassem em paz. Para que não me cobrassem nada, para que não me pedissem nada, para que não falassem comigo. Queria adoecer meu corpo e tentei de várias formas conseguir isso. Só para ficar em paz.

Queria paz. Algo tão caro, tão importante, tão simples, tão perto e tão distante.

Recordo o dia em que encontrei a paz. Eu ria. Chorava e ria. Nascia leve e feliz. O sofrimento? A dor? Tudo havia ficado para trás. Eu era apenas aquela sensação de amor – por mim mesma, a quem nunca havia amado.

Agora, eu já podia abraçar o mundo! Podia concretizar meus sonhos. Podia amar a mim e não só os outros. Sabia e sentia o significado das coisas. Podia seguir meu caminho e viver a minha vida.

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