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Às vezes me sinto uma extraterrestre vivendo em sociedade. Não consigo me enquadrar no molde “devo agradar os outros” ou “tenho medo de as outras pessoas não gostarem de mim se...”.

Eu fui assim. Horas e horas desperdiçadas tentando agradar os outros, com receio de não ser aceita por não gostarem da minha aparência, das minhas opiniões, dos meus desejos, dos meus sonhos.

O curioso é que, em várias situações, o ser que eu fui e que se transformou em quem eu sou quer gritar aos outros que não cometam os mesmos erros, que não enveredem por esse caminho, porque mais tarde irão descobrir que estavam errados. Será? Talvez algumas pessoas jamais enxerguem e vivam infelizes para o resto de suas vidas. Ou talvez consigam ser felizes, vivendo a mercê dos desejos dos outros, pois julgam que estão na verdade seguindo seus desejos.

Certo e errado é tão relativo. A minha visão de mundo é muito diferente da maioria. Muito pessoal. Temos o livre arbítrio, portanto não posso impor meu modo de ver as coisas aos outros. Da mesma forma como não gosto que me imponham nada. Às vezes desejamos poupar os que amamos de sofrimentos que julgamos dispensáveis. E esquecemos que é esse o caminho do crescimento.

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